Ansiedade na menopausa: como reconhecer os sinais

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Mulher madura com expressão de ansiedade na menopausa, mostrando tensão e movimento

A ansiedade na menopausa pode se intensificar especialmente durante a perimenopausa e a menopausa. Oscilações hormonais, alterações do sono e fatores emocionais dessa fase da vida aumentam a vulnerabilidade emocional. Neste guia, explicamos o que é ansiedade na menopausa, os sinais de alerta no corpo e como a menopausa influencia essa condição; com dados atuais sobre o Brasil e orientações claras para reconhecer quando buscar ajuda.

O que é ansiedade

A ansiedade é um estado de apreensão antecipatória diante de ameaças futuras ou indefinidas. Pode vir acompanhada de sintomas físicos (como taquicardia, tensão muscular e insônia) e cognitivos (como preocupação constante e medo difuso).

Não confunda com:

  • Medo: resposta a uma ameaça real e imediata.
  • Tristeza: emoção ligada a perdas e frustrações.
  • Estresse: reação a uma demanda concreta e temporária.
  • Agitação: inquietação física sem necessariamente haver medo.
  • Preocupação: pensamento específico sobre um problema real; na ansiedade, essa preocupação se torna exagerada e constante.

Ansiedade no Brasil: o tamanho do problema

O Brasil ocupa o primeiro lugar mundial em prevalência de transtornos de ansiedade, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Estima-se que cerca de 9,3% da população brasileira conviva com algum transtorno ansioso — o equivalente a mais de 18 milhões de pessoas. Dados nacionais recentes sugerem um aumento expressivo nos diagnósticos.

FonteAnoNúmero Total (aprox.)População
OMS (Global Health Estimates)2017~18,6 milhões (9,3%)População geral
Covitel (Inquérito nacional)2023~56 milhões (26,8%)Adultos (18+)

Esses números mostram um aumento no reconhecimento e na busca por diagnóstico. A diferença entre as fontes reflete variações metodológicas: a OMS considera apenas casos clínicos confirmados, enquanto o Covitel inclui relatos de diagnóstico médico ao longo da vida.

Principais tipos de transtornos de ansiedade

TranstornoCaracterísticasPopulação afetadaCritérios essenciais
Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)Preocupação constante e difusa, insônia, tensão muscular, irritabilidade~3%/ano; mais comum em mulheresAnsiedade ≥6 meses, difícil de controlar e com sintomas físicos
Transtorno de PânicoCrises súbitas de medo intenso, palpitações, falta de ar~2–3%/ano; predomina em mulheresAtaques inesperados + preocupação ou evitação posterior
Fobia SocialMedo de avaliação negativa em situações sociais~7%/ano; início típico na adolescênciaMedo persistente (≥6 meses) com prejuízo funcional
TEPTRevivescência de trauma, hipervigilância, culpa, insônia3–4%/ano; mais comum em mulheresExposição a trauma real com sintomas em 4 domínios
TOCPensamentos intrusivos (obsessões) e rituais repetitivos (compulsões)~2% ao longo da vidaObsessões/compulsões que consomem tempo e geram sofrimento

Sinais de alerta no corpo

A ansiedade impacta o corpo inteiro. Alguns sinais merecem atenção:

  • Preocupação excessiva e dificuldade de relaxar.
  • Cefaleias tensionais e tensão muscular (pescoço, ombros, mandíbula).
  • Taquicardia, sudorese fria, tremores.
  • Respiração curta ou ofegante, sensação de falta de ar.
  • Insônia e despertares noturnos.
  • Sintomas gastrointestinais (náuseas, cólicas, diarreia, gastrite nervosa).

Atenção: quando os sintomas são frequentes, intensos e trazem prejuízos na vida pessoal ou profissional, é hora de procurar ajuda.

Por que a ansiedade na menopausa se intensifica

A menopausa provoca alterações hormonais profundas que influenciam diretamente o sistema nervoso:

  1. Redução do estrógeno: afeta neurotransmissores como serotonina e noradrenalina, importantes para regular o humor e o medo.
  2. Queda da progesterona: reduz o efeito calmante natural no cérebro, aumentando a irritabilidade e o nervosismo.
  3. Perturbações do sono: ondas de calor e sudorese noturna causam insônia e aumentam a sensibilidade ao estresse.
  4. Fatores de vida: mudanças na carreira, no corpo e na rotina familiar (como o “ninho vazio”) podem acionar gatilhos emocionais.

Mulheres com histórico de ansiedade tendem a apresentar agravamento dos sintomas durante o climatério. Já aquelas sem histórico podem vivenciar primeiros episódios devido à instabilidade hormonal.

Ansiedade ou fogacho?

Embora possam se confundir, existem diferenças:

  • Fogacho: calor intenso, rubor, sudorese, dura poucos minutos.
  • Crise de ansiedade: aceleração do coração, respiração curta, medo de perder o controle.

Às vezes, um fogacho pode desencadear ansiedade por interpretação catastrófica (ex.: pensar que é um infarto). O acompanhamento ajuda a diferenciar e reduzir o medo.

Dicas para lidar com a ansiedade na menopausa

  • Mantenha uma rotina de sono: deite-se e acorde em horários regulares.
  • Pratique atividade física leve a moderada: melhora o humor e o equilíbrio hormonal.
  • Evite cafeína e álcool em excesso.
  • Treine respiração consciente: inspirações lentas e profundas acalmam o sistema nervoso.
  • Converse sobre seus sintomas: buscar apoio profissional e emocional faz parte do cuidado.

Conclusão

A ansiedade na menopausa é comum e multifatorial. Oscilações hormonais, sintomas físicos e desafios de vida contribuem para esse aumento. Identificar sinais precocemente e adotar estratégias de manejo são passos fundamentais para atravessar essa fase com mais tranquilidade e autoconhecimento.

Lembre-se: procurar ajuda profissional não é sinal de fraqueza, mas de cuidado com sua saúde mental.


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🎥 Hora da Menopausa EP 03 – Saúde Emocional na Menopausa com Roberta Raduenz

Neste episódio, as doutoras Andressa Katiski (CEO da Kefi) e Ana Bettega (ginecologista) recebem a terapeuta e mentora de mulheres Roberta Raduenz, criadora do método VOAR e da comunidade Corajosas, para falar sobre autoestima, acolhimento e autoconhecimento na menopausa.


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