O sofrimento emocional no climatério pode aparecer como irritabilidade, ansiedade, tristeza, sensação de sobrecarga ou dificuldade para lidar com situações que antes pareciam administráveis. Na perimenopausa, fase que antecede a última menstruação, algumas mulheres podem ficar especialmente vulneráveis a alterações emocionais.
Mas existe um cuidado fundamental nessa conversa: nem tudo é “só hormônio”. Oscilações hormonais podem participar do que a mulher está sentindo, mas depressão, transtornos de ansiedade, bipolaridade, problemas de sono, perdas, conflitos, sobrecarga e outros fatores também precisam entrar na avaliação.
Normalizar todo sofrimento como parte inevitável da menopausa pode atrasar a procura por ajuda.
Se suas emoções estão interferindo no trabalho, nos relacionamentos, no autocuidado ou na vontade de viver, você não precisa esperar piorar para procurar apoio. No Diretório de Especialistas do Blog da Menopausa, você encontra profissionais que podem ajudar a avaliar seus sintomas de maneira individualizada.
Importante: se você está com pensamentos de morte, pensa em se machucar, teme não conseguir se manter segura ou percebe risco imediato, procure atendimento agora. No Brasil, o Ministério da Saúde orienta buscar UPA, pronto-socorro, hospital ou SAMU pelo 192. O CVV atende gratuitamente pelo 188, 24 horas por dia, oferecendo apoio emocional.
O que é sofrimento emocional no climatério?
O sofrimento emocional no climatério não é um diagnóstico médico específico.
A expressão descreve um conjunto de experiências que podem aparecer ou se intensificar durante essa fase, como:
- tristeza;
- irritabilidade;
- ansiedade;
- sensação de estar constantemente sobrecarregada;
- dificuldade de concentração;
- perda de interesse por atividades;
- insegurança;
- crises de choro;
- sensação de não reconhecer a si mesma;
- dificuldade para enfrentar situações cotidianas.
Ter alguns dias ruins não significa necessariamente ter uma doença.
O ponto de atenção está principalmente na intensidade, duração e impacto desses sintomas.
Uma mulher pode estar mais irritada depois de várias noites mal dormidas e ainda conseguir trabalhar, conviver e aproveitar momentos agradáveis. Outra pode começar a se afastar das pessoas, perder o prazer por tudo e sentir que simplesmente atravessar o dia se tornou difícil.
As duas situações merecem acolhimento. Mas a segunda precisa de uma investigação mais cuidadosa.
Por que o sofrimento emocional no climatério pode aumentar na perimenopausa?
A perimenopausa costuma começar alguns anos antes da última menstruação. Nesse período, a produção dos hormônios ovarianos não simplesmente “cai”: ela pode oscilar bastante.
É justamente nessa fase que alguns estudos identificam maior vulnerabilidade a sintomas depressivos.
Uma revisão sistemática e meta-análise publicada em 2024, que reuniu estudos prospectivos com mais de 16 mil mulheres, encontrou risco aproximadamente 40% maior de sintomas ou diagnóstico depressivo na perimenopausa quando comparada à pré-menopausa. Os próprios pesquisadores destacam, porém, diferenças entre os estudos e reforçam que esse risco não significa que todas as mulheres desenvolverão depressão.
Uma ampla revisão publicada no The Lancet reforça exatamente essa nuance: não há evidência convincente de aumento universal do risco de depressão para todas as mulheres durante a transição menopausal. O risco parece se concentrar em determinados grupos, especialmente quando há histórico prévio de depressão, sintomas vasomotores importantes, sono prejudicado ou eventos de vida estressantes.
Portanto, a perimenopausa pode funcionar como uma janela de vulnerabilidade, e não como uma sentença.
Sofrimento emocional no climatério: como os hormônios podem participar dessa história?
Estrogênio e progesterona interagem, direta e indiretamente, com sistemas cerebrais envolvidos em humor, sono, memória, motivação e resposta ao estresse.
Durante a perimenopausa, as variações hormonais podem contribuir para mudanças nesses sistemas em mulheres mais sensíveis.
Mas isso não significa que exista uma relação simples do tipo:
“o estrogênio caiu, então a mulher ficou deprimida.”
O organismo é muito mais complexo.
A experiência emocional resulta da combinação entre biologia, histórico de saúde mental, qualidade do sono, sintomas físicos, contexto social, relacionamentos, trabalho e acontecimentos de vida.
Sofrimento emocional no climatério: quando não é apenas hormônio
Um dos riscos de atribuir qualquer mudança de comportamento aos hormônios é deixar outras causas importantes passarem despercebidas.
Imagine uma mulher que começa a dizer:
“Eu não tenho mais energia para nada.”
Essa frase pode envolver uma combinação de situações.
Ela pode estar acordando várias vezes durante a noite por causa de suores noturnos. Ou estar trabalhando sob forte pressão, cuidando dos pais idosos e enfrentando conflitos familiares. Pode também estar desenvolvendo um quadro depressivo.
Essas possibilidades não são mutuamente exclusivas.
Sono ruim pode pesar muito sobre o humor
Fogachos, suores noturnos e insônia podem interromper o sono repetidamente.
Quando isso acontece durante semanas ou meses, a mulher pode acordar cansada, ficar mais irritável, perder capacidade de concentração e sentir que possui menos recursos emocionais para lidar com problemas.
Estudos sobre a transição menopausal mostram relações importantes entre sintomas vasomotores, dificuldades de sono e humor. Isso reforça a necessidade de tratar o sono como parte da saúde emocional, e não como um detalhe.
A vida também está acontecendo
Nem todo sofrimento emocional no climatério nasce dentro dos ovários.
Essa fase pode coincidir com:
- pressão profissional;
- mudanças na carreira;
- conflitos conjugais;
- separações;
- filhos tornando-se independentes;
- cuidado de pais envelhecendo;
- luto;
- doenças na família;
- dificuldades financeiras;
- mudanças na imagem corporal;
- alterações na sexualidade;
- solidão;
- preconceito relacionado à idade;
- sensação de carregar responsabilidades demais.
Uma revisão sobre fatores psicossociais na perimenopausa destaca justamente que aspectos sociais e psicológicos podem contribuir tanto para o desenvolvimento quanto para o agravamento de sintomas de ansiedade e humor.
Por isso, perguntar apenas “como estão seus hormônios?” pode ser pouco.
Às vezes, também precisamos perguntar:
“Como está a sua vida?”
Leia também: Vergonha da perimenopausa: por que esse tabu existe?
Sofrimento emocional no climatério: quais sinais merecem atenção?
Não existe uma linha perfeita separando uma reação emocional transitória de um problema de saúde mental.
Ainda assim, alguns sinais ajudam a orientar quando é importante observar mais de perto ou procurar avaliação.
| Pode merecer observação | Procure avaliação profissional | Procure ajuda imediatamente |
|---|---|---|
| Irritabilidade ocasional | Irritabilidade intensa ou frequente | Pensamentos de morte ou suicídio |
| Tristeza após um dia difícil | Tristeza persistente por vários dias ou semanas | Plano ou intenção de se machucar |
| Cansaço depois de dormir mal | Fadiga que impede atividades habituais | Medo de não conseguir permanecer segura |
| Querer ficar sozinha por um tempo | Isolamento progressivo | Desesperança intensa e sensação de não haver saída |
| Preocupação pontual | Ansiedade constante ou crises de pânico | Alteração abrupta de comportamento associada a risco |
| Menos disposição em alguns dias | Perda persistente do prazer | Comportamentos de autoagressão |
| Dificuldade pontual de concentração | Queda importante no desempenho ou autocuidado | Situação de crise que não pode esperar uma consulta |
O principal critério não é apenas “há quanto tempo isso começou?”.
Pergunte também:
Quanto isso está mudando minha vida?
Se trabalhar, cuidar de si, manter relações, tomar decisões simples ou sentir prazer está se tornando progressivamente difícil, vale procurar ajuda.
Está difícil entender se o que você sente tem relação com o climatério, com sua saúde mental ou com os dois? Uma avaliação integrada pode ajudar a organizar esse quebra-cabeça. Consulte o Diretório de Especialistas do Blog da Menopausa.
Sofrimento emocional no climatério: histórico de saúde mental merece atenção especial
Uma mulher que nunca teve problemas emocionais pode apresentar sofrimento importante na perimenopausa.
Mas o histórico pessoal também importa.
Maior atenção pode ser necessária para mulheres que já tiveram:
- depressão;
- transtornos de ansiedade;
- crises de pânico;
- transtorno bipolar;
- depressão pós-parto;
- sofrimento emocional importante relacionado ao ciclo menstrual;
- transtorno disfórico pré-menstrual;
- episódios prévios de ideação suicida;
- traumas importantes;
- necessidade anterior de acompanhamento psiquiátrico.
A revisão do The Lancet identificou que o risco aumentado de depressão maior durante a transição menopausal aparece principalmente entre mulheres que já tiveram depressão anteriormente.
Isso não significa que uma recaída obrigatoriamente acontecerá.
Significa que vale estar mais atenta e manter acompanhamento, especialmente diante de mudanças significativas de humor, sono ou funcionamento.
E o transtorno bipolar?
Mudanças intensas de humor não devem ser automaticamente chamadas de “alterações hormonais”.
No transtorno bipolar, podem ocorrer episódios de depressão e também períodos de humor anormalmente elevado ou irritável, aumento marcante de energia, diminuição da necessidade de dormir, aceleração do pensamento, impulsividade ou comportamentos diferentes do habitual.
A relação entre menopausa e transtorno bipolar ainda é menos estudada do que a relação com depressão. Portanto, mulheres que já possuem diagnóstico ou apresentam sintomas sugestivos precisam de avaliação psiquiátrica individualizada, em vez de presumir que a mudança é apenas hormonal.

Por que falar de prevenção ao suicídio no climatério?
O Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio é celebrado em 10 de setembro. Em 2026, a Organização Mundial da Saúde encerra o ciclo de três anos da campanha “Changing the Narrative on Suicide” (mudando a narrativa do suicídio), com o chamado “Start the Conversation”, ou comece a conversa.
A proposta é reduzir o estigma, enfrentar mitos e criar ambientes nos quais pessoas em sofrimento consigam falar e buscar apoio.
Essa conversa também precisa incluir mulheres no climatério.
Uma revisão sistemática publicada em 2025 analisou 19 estudos sobre menopausa e comportamento suicida. A maioria encontrou alguma associação, e parte dos trabalhos apontou vulnerabilidade durante a perimenopausa.
Mas é essencial interpretar isso corretamente.
Os próprios autores alertam que os estudos são heterogêneos e possuem limitações. Portanto, não é possível concluir que a menopausa, isoladamente, cause comportamento suicida.
Entre os fatores associados apareceram condições de saúde mental prévias, sintomas físicos, mudanças hormonais e suporte social limitado.
Ou seja: falar sobre prevenção ao suicídio no climatério não significa assustar mulheres ou transformar a perimenopausa em uma fase perigosa.
Significa não ignorar sofrimento intenso quando ele aparece.
Leia também: Prevenção ao suicídio: quanto vale a sua vida?
Sofrimento emocional no climatério: quando procurar ajuda imediatamente
Pensamentos relacionados à morte nunca devem ser descartados como “coisa dos hormônios”.
Procure ajuda imediatamente se você ou alguém próximo:
- fala que gostaria de morrer ou desaparecer;
- diz que os outros ficariam melhor sem ela;
- pensa em se machucar;
- expressa intenção ou plano de suicídio;
- apresenta desesperança intensa;
- sente que não consegue se manter segura;
- começa a se despedir de maneira incomum;
- apresenta comportamento de alto risco durante uma crise;
- tem uma mudança abrupta e preocupante de comportamento.
Nessas situações, não espere a próxima consulta de rotina.
O Ministério da Saúde orienta procurar CAPS, Unidade Básica de Saúde, UPA, pronto-socorro ou hospital, conforme a situação. Em uma emergência ou risco imediato à vida, o SAMU pode ser acionado pelo 192.
O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional gratuito e sigiloso pelo 188, 24 horas por dia.
Se você está acompanhando alguém em crise, ajude essa pessoa a chegar a um serviço de saúde e, diante de risco imediato, evite deixá-la sozinha.
O que não devemos normalizar no climatério
Existem frases que parecem tranquilizadoras, mas podem diminuir a importância do sofrimento de uma mulher.
“Isso é só hormônio”
Talvez os hormônios participem.
Mas antes de concluir, é preciso considerar intensidade dos sintomas, sono, histórico de saúde mental, medicamentos, doenças clínicas, acontecimentos de vida e contexto social.
“Toda mulher passa por isso”
Não.
A experiência do climatério varia muito.
Algumas mulheres passam pela transição com poucos sintomas. Outras enfrentam alterações físicas e emocionais importantes.
“Quando a menopausa passar, melhora”
Esperar pode significar prolongar sofrimento desnecessariamente.
Se os sintomas estão prejudicando a vida, vale investigar agora.
“Você precisa ser forte”
Saúde mental não é teste de resistência.
Continuar trabalhando e cuidando de todo mundo não significa necessariamente estar bem.
É possível manter as responsabilidades e, ainda assim, estar emocionalmente exausta.
Como tratar o sofrimento emocional no climatério?
O tratamento depende daquilo que está acontecendo.
Por isso, o primeiro passo não é escolher entre “tratamento hormonal” e “tratamento psicológico”.
É entender o que precisa ser tratado.
Psicoterapia
A psicoterapia pode ajudar mulheres que enfrentam ansiedade, sintomas depressivos, sobrecarga, mudanças de identidade, conflitos, perdas ou dificuldade de adaptação.
A terapia cognitivo-comportamental também possui aplicações específicas para sintomas associados à menopausa, incluindo problemas de sono e sintomas depressivos em determinados contextos. Diretrizes do NICE atualizadas recomendam considerar essa abordagem de acordo com os sintomas e preferências da mulher.
Medicamentos para depressão ou ansiedade
Quando existe um transtorno depressivo, de ansiedade ou outra condição psiquiátrica, medicamentos podem fazer parte do tratamento.
A indicação depende do diagnóstico, intensidade dos sintomas, histórico clínico, tratamentos anteriores e outros medicamentos em uso.
O climatério não elimina a necessidade de tratar adequadamente um transtorno psiquiátrico.
E a terapia hormonal?
A terapia hormonal não é tratamento universal para depressão ou sofrimento emocional.
Diretrizes do NICE diferenciam sintomas depressivos associados à menopausa de uma depressão diagnosticada. A terapia hormonal pode ser considerada para determinados sintomas depressivos que surgem junto de outros sintomas menopausais, mas mulheres com suspeita ou diagnóstico de depressão precisam receber também o tratamento apropriado para depressão.
Uma meta-análise publicada em 2026 encontrou pequena redução média dos sintomas depressivos com terapia hormonal em mulheres na perimenopausa, mas classificou a certeza da evidência como limitada.
Portanto, terapia hormonal não deve ser apresentada como uma espécie de “antidepressivo hormonal”.
A decisão precisa considerar sintomas, riscos, benefícios, histórico da mulher e objetivos do tratamento.
Tratar fogachos e sono também pode fazer diferença
Às vezes, parte importante do sofrimento está sendo alimentada por meses de noites fragmentadas, fogachos intensos e exaustão.
Nesse caso, tratar adequadamente os sintomas do climatério pode contribuir para melhorar bem-estar e capacidade de recuperação emocional.
O cuidado pode envolver ginecologista, profissional com experiência em menopausa, psicólogo, psiquiatra e outros profissionais, conforme cada caso.
Leia também: Menopausa e saúde mental: quando buscar ajuda
Sofrimento emocional no climatério não precisa ser enfrentado em silêncio
Talvez você esteja trabalhando, cuidando da família, cumprindo compromissos e parecendo “normal” para todas as pessoas ao redor.
E, ainda assim, alguma coisa pode não estar bem.
Esse é um dos motivos pelos quais o sofrimento emocional no climatério merece uma conversa sem simplificações.
Nem toda oscilação de humor é doença.
Nem todo sofrimento é hormonal.
Ou tudo aquilo que acontece durante a perimenopausa precisa ser tolerado como inevitável.
Reconhecer que algo mudou não é transformar a menopausa em doença. É perceber que você merece uma investigação completa e um cuidado proporcional ao que está vivendo.
Se sintomas físicos e emocionais estão se misturando e você não sabe por onde começar, procure orientação. O Diretório de Especialistas do Blog da Menopausa reúne profissionais de diferentes áreas que podem participar desse cuidado.
FAQ: sofrimento emocional no climatério
A menopausa causa depressão?
Não é correto afirmar que a menopausa cause depressão em todas as mulheres.
Estudos indicam maior vulnerabilidade a sintomas depressivos durante a perimenopausa em determinados grupos, especialmente quando existem fatores como histórico de depressão, problemas de sono, sintomas vasomotores importantes e estressores psicossociais.
Como saber se o que estou sentindo é hormonal ou psicológico?
Nem sempre é possível, ou útil, separar completamente.
Hormônios, sono, saúde física, experiências de vida e saúde mental podem interagir. A avaliação deve considerar o quadro como um todo.
Terapia hormonal melhora o humor?
Pode ajudar algumas mulheres, especialmente quando sintomas depressivos surgem junto de outros sintomas menopausais.
Isso não significa que seja tratamento universal para depressão. Quando existe suspeita de transtorno depressivo, é necessário avaliar e tratar essa condição adequadamente.
Quando devo procurar um psicólogo?
Quando emoções, ansiedade, estresse, conflitos, perdas ou mudanças desta fase começam a causar sofrimento ou interferir na qualidade de vida, a psicoterapia pode ser útil.
Não é necessário esperar chegar ao limite.
Quando devo procurar um psiquiatra?
Uma avaliação psiquiátrica pode ser especialmente importante diante de depressão intensa, crises graves de ansiedade ou pânico, grande prejuízo funcional, suspeita de transtorno bipolar, sintomas psiquiátricos anteriores ou pensamentos de morte.
Pensar “queria desaparecer” é um sinal de alerta?
Sim.
Pensamentos de desaparecer, morrer ou não acordar merecem ser levados a sério, mesmo quando não existe um plano definido.
Procure apoio profissional. Diante de risco imediato, procure um serviço de emergência ou ligue para o SAMU 192. O CVV oferece apoio emocional pelo 188.
Para continuar essa conversa
Informação pode ajudar uma mulher a perceber que aquilo que está vivendo merece atenção.
Mas informação não substitui cuidado individualizado.
Se o sofrimento emocional no climatério está ocupando espaço demais na sua vida, procure ajuda antes que chegar ao limite pareça a única opção.
E se você quer continuar entendendo o climatério e a menopausa com ciência, acolhimento e linguagem clara, cadastre-se gratuotamente na newsletter do Blog da Menopausa e acompanhe nossos próximos conteúdos.
Referências
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- Hendriks O, McIntyre JC, Rose AK, et al. Menopause and suicide: A systematic review. Women’s Health. 2025;21.
- McElhany KM, et al. Protective and harmful social and psychological factors associated with mood and anxiety disorders in perimenopausal women: A narrative review. Maturitas. 2024.
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- The Menopause Society. Mental Health. Patient Education.
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