Triglicerídeos na menopausa: por que sobem e como baixar

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Duas mulheres de meia-idade sorriem e conversam enquanto caminham em um parque ensolarado após o exercício, com uma delas segurando um tapete de ioga e a outra uma garrafa de água e uma toalha. O exercício físico regular, como o demonstrado na imagem, é uma forma eficaz de controlar os níveis de triglicerídeos na menopausa. O parque possui árvores, bancos e edifícios ao fundo sob a luz dourada do final da tarde.

Se o seu exame mostrou triglicerídeos mais altos, é normal ficar preocupada. E sim: triglicerídeos na menopausa podem subir com mais facilidade, especialmente quando a rotina muda (menos sono, mais estresse, mais gordura abdominal).

A boa notícia é que, na maioria dos casos, dá para melhorar bastante com ajustes práticos e consistentes. O objetivo deste artigo é te dar clareza: por que sobe, o que piora e o que realmente ajuda a baixar.

Triglicerídeos na menopausa: o que são e por que importam

Triglicerídeos são um tipo de gordura que circula no sangue. Eles sobem, por exemplo, quando o corpo recebe mais energia do que consegue usar naquele momento (especialmente de açúcar, álcool e carboidratos refinados).

Ter triglicerídeos altos pode estar ligado a maior risco cardiometabólico, principalmente quando aparece junto de:

  • HDL baixo
  • glicose alterada
  • pressão alta
  • aumento da circunferência abdominal

Se você está fazendo uma revisão completa dos seus exames após os 40, este guia ajuda a organizar:

Triglicerídeos na menopausa: por que tendem a subir após os 40

Não é “culpa da idade”. É um conjunto de mudanças hormonais e de estilo de vida que pode acontecer nessa fase.

Triglicerídeos na menopausa e gordura abdominal

Na transição menopausal, muitas mulheres ganham gordura na região abdominal. Essa gordura (visceral) costuma estar ligada a maior resistência à insulina e a triglicerídeos mais altos.

Triglicerídeos na menopausa e resistência à insulina

Quando a insulina não funciona tão bem, o corpo tende a produzir e manter mais triglicerídeos circulando. Às vezes, isso aparece antes mesmo de um diagnóstico de pré-diabetes.

Triglicerídeos na menopausa e sono ruim

Dormir pouco ou mal pode aumentar fome, beliscos e desejo por carboidratos rápidos. Além disso, piora o “modo estresse” do corpo.

Triglicerídeos na menopausa e estresse crônico

Estresse crônico muda apetite, escolhas alimentares e padrão de atividade física. E isso pode refletir nos exames.

Triglicerídeos na menopausa e álcool

Álcool é um gatilho clássico de triglicerídeos altos em muitas pessoas. Para algumas mulheres, ele também piora calorões e fragmenta o sono.

Triglicerídeos na menopausa: causas comuns que confundem

Nem todo aumento de triglicerídeos é só “alimentação”. Por isso, se o exame mudou de forma importante, converse com seu médico para avaliar:

  • hipotireoidismo
  • síndrome metabólica e resistência à insulina
  • doença hepática gordurosa (esteatose)
  • alguns medicamentos (por exemplo, alguns betabloqueadores, corticoides, estrogênios orais e outros, conforme o caso)

A ideia aqui não é assustar. É garantir que você não carregue sozinha um problema que tem solução e estratégia.

Triglicerídeos na menopausa: valores de referência e quando o risco aumenta

Os pontos de corte mais usados em diretrizes para triglicerídeos em jejum são:

  • < 150 mg/dL: desejável
  • 150–199 mg/dL: limítrofe
  • 200–499 mg/dL: alto
  • ≥ 500 mg/dL: muito alto (merece atenção especial pelo risco de pancreatite)

A interpretação depende do seu histórico, de outros exames e, em alguns casos, do exame sem jejum. Converse com seu médico para entender o seu cenário completo.

Triglicerídeos na menopausa: checklist de 7 passos para baixar

Aqui está um plano prático. Você não precisa fazer tudo de uma vez. Comece com 2 ou 3 passos por 30 dias.

1. Triglicerídeos na menopausa: corte o “açúcar invisível”

O que costuma mais subir triglicerídeos não é a gordura do prato, e sim:

  • refrigerantes e sucos
  • doces e sobremesas
  • biscoitos, pães e massas muito refinados
  • “beliscos” frequentes ao longo do dia

Troca simples: água com gás + limão no lugar de bebida doce, e fruta com iogurte natural no lugar de sobremesa diária.

2. Triglicerídeos na menopausa: reduza álcool

Se seus triglicerídeos estão altos, vale testar 3–4 semanas sem álcool para ver o quanto isso impacta.

Muitas mulheres também relatam melhora de sono e calorões.

3. Triglicerídeos na menopausa: aumente fibras de forma estratégica

Fibras ajudam o metabolismo e podem melhorar o perfil lipídico.

Boas fontes:

  • feijões e lentilhas
  • aveia
  • verduras e legumes
  • frutas com bagaço
  • sementes (chia/linhaça)

Dica prática: comece com 1 porção a mais por dia e aumente gradualmente para evitar desconforto intestinal.

4. Triglicerídeos na menopausa: priorize proteína em cada refeição

Proteína ajuda saciedade e reduz a chance de “pico de fome” por carboidrato rápido.

Exemplos:

  • ovos, iogurte natural, queijos magros
  • peixes, frango, carnes magras
  • tofu e leguminosas

5. Triglicerídeos na menopausa: mexa o corpo do jeito certo

O combo com melhor evidência costuma ser:

  • atividade aeróbica (caminhada rápida, bike, dança)
  • treino de força (2x/semana já ajuda muito)

Se você está construindo uma estratégia cardiovascular completa, este guia conecta bem:

6) Triglicerídeos na menopausa: cuide do sono como meta metabólica

Sono é um “regulador” de apetite e estresse. Se você dorme pior nessa fase, trate isso como parte do plano.

Duas ações de alto impacto:

  • horário mais regular
  • reduzir álcool e cafeína no fim do dia

7) Triglicerídeos na menopausa: revise o que o seu check-up está mostrando

Triglicerídeos raramente vêm “sozinhos”. Por isso, a conversa com seu médico ganha qualidade quando você olha o conjunto:

  • triglicerídeos + HDL
  • glicemia/HbA1c
  • pressão arterial
  • circunferência abdominal

Este artigo pode te ajudar a organizar:

Triglicerídeos na menopausa: uma tabela simples de gatilhos e soluções

Gatilho comumPor que pioraAjuste
Açúcar e farinha refinadaAumenta produção de triglicerídeos no fígadoReduzir bebidas doces e sobremesas frequentes
ÁlcoolPode elevar triglicerídeos e piorar sonoPausa de 3–4 semanas e reavaliação
SedentarismoPiora sensibilidade à insulinaCaminhada + força 2x/semana
Sono fragmentadoAumenta fome e estresseRotina do sono + quarto mais fresco
Estresse crônicoAmplifica beliscos e desregula rotinaPausas, respiração, atividade física

Triglicerídeos na menopausa: quando investigar

Converse com seu médico com mais prioridade se:

  • o valor está muito alto (especialmente ≥ 500 mg/dL)
  • houve subida grande em pouco tempo
  • você tem sintomas importantes ou outros exames alterados
  • há histórico familiar forte de doença cardiovascular precoce

Se você também sente coração acelerado em crises de estresse, este conteúdo pode ajudar a diferenciar padrões:

Triglicerídeos na menopausa: perguntas para levar ao médico

  • “Este exame foi em jejum? Isso muda minha interpretação?”
  • “Meus triglicerídeos estão ligados a resistência à insulina?”
  • “Há medicamentos ou condições que podem estar elevando o valor?”
  • “Quais metas são realistas para 8–12 semanas?”
  • “Preciso de tratamento medicamentoso ou começamos com mudanças de estilo de vida?”

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Para continuar com a gente

Se este artigo te ajudou a entender os triglicerídeos na menopausa, salve nos favoritos e volte nele quando fizer novos exames.

Se você quiser se aprofundar com especialistas sobre prevenção e saúde do coração nessa fase, vale assistir ao PodKefi 23 | Saúde cardiovascular da mulher na menopausa.

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Referências científicas

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  2. Miller M, Stone NJ, Ballantyne C, et al. Triglycerides and Cardiovascular Disease: A Scientific Statement From the American Heart Association. Circulation. 2011;123(20):2292–2333. doi:10.1161/CIR.0b013e3182160726.
  3. Grundy SM, Stone NJ, Bailey AL, et al. 2018 AHA/ACC Guideline on the Management of Blood Cholesterol. Circulation. 2019;139(25):e1082–e1143. doi:10.1161/CIR.0000000000000625.
  4. Virani SS, Morris PB, Agarwala A, et al. 2021 ACC Expert Consensus Decision Pathway on the Management of ASCVD Risk Reduction in Patients With Persistent Hypertriglyceridemia. J Am Coll Cardiol. 2021;78(9):960–993. doi:10.1016/j.jacc.2021.06.011.
  5. Mauvais-Jarvis F. Estrogen and androgen receptors: regulators of fuel homeostasis and emerging targets for diabetes and obesity. Trends Endocrinol Metab. 2011;22(1):24–33. doi:10.1016/j.tem.2010.10.002.
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