Vacinas depois dos 40: o que a mulher precisa revisar?

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vacinas depois dos 40: Mulher de 50 anos preparando o braço para tomar vacina com enfermeira ao lado

No Dia Nacional da Vacinação, celebrado em 17 de outubro, vale uma pergunta simples: quando foi a última vez que você conferiu sua carteira de vacinação? As vacinas depois dos 40 ainda são parte importante do cuidado preventivo, mesmo que você não se lembre da última vez que alguém perguntou sobre elas em uma consulta.

Durante o climatério e a menopausa, é comum aumentar a atenção aos exames, ao coração, aos ossos, à alimentação e aos hormônios. A vacinação, porém, às vezes fica esquecida. E não deveria: algumas vacinas precisam de reforços, outras dependem do histórico anterior e algumas passam a ser recomendadas justamente conforme a idade avança.

A menopausa, por si só, não cria um calendário vacinal diferente. O que define quais vacinas você precisa são fatores como idade, doses anteriores, profissão, viagens, doenças crônicas, medicamentos utilizados e situações especiais de saúde.

Se você não sabe como está seu calendário vacinal e quer acompanhar com uma avaliação individualizada, acesse o Diretório de Especialistas do Blog da Menopausa e agende agora mesmo uma consulta com um especialista.

Vacinas depois dos 40: por que revisar agora?

A infância não é a única fase da vida em que precisamos pensar em vacinação.

Segundo o Calendário Nacional de Vacinação de 2026, pessoas entre 25 e 59 anos ainda podem precisar atualizar vacinas como hepatite B, difteria e tétano, febre amarela e tríplice viral, dependendo do histórico vacinal.

Além disso, organizações especializadas em imunização recomendam outras vacinas para adultos que não fazem parte da rotina universal do SUS ou que passam a ganhar importância a partir dos 50 anos.

Isso faz dos 40+ uma excelente fase para olhar a carteira e perguntar:

  • Completei todas as doses que deveria?
  • Minha vacina contra tétano ainda está válida?
  • Tomei a vacina contra a gripe neste ano?
  • Tenho alguma condição de saúde que muda minhas indicações?
  • Ao chegar aos 50, existem novas vacinas que devo considerar?

Importante: não é necessário esperar os 60 ou 65 anos para voltar a pensar em vacinação.

Leia também: Vacinas e exames após os 40: checklist na menopausa

Vacinas depois dos 40: o que toda mulher deve conferir

Vacina da gripe: uma revisão que deve acontecer todos os anos

A vacina contra influenza, a conhecida vacina da gripe, merece atenção especial.

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomenda uma dose anual para adultos. A composição das vacinas é atualizada porque os vírus influenza em circulação podem mudar ao longo do tempo.

No SUS, entretanto, existe uma diferença importante entre recomendação e disponibilidade universal.

Na estratégia de vacinação contra influenza de 2026 nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, o Ministério da Saúde incluiu entre os grupos prioritários pessoas com 60 anos ou mais, gestantes, puérperas, profissionais de saúde e pessoas com determinadas doenças crônicas e condições clínicas especiais, entre outros grupos.

Isso significa que uma mulher saudável de 45 ou 50 anos pode não fazer parte do público prioritário do SUS naquele momento, embora a vacinação anual seja recomendada pela SBIm e possa ser realizada na rede privada. Municípios também podem ampliar temporariamente a vacinação conforme estratégia local e disponibilidade de doses.

Por que não banalizar a gripe? Porque influenza não é apenas um resfriado mais forte. Em pessoas mais vulneráveis, pode provocar complicações importantes e agravar doenças preexistentes. O Ministério da Saúde destaca que determinados grupos apresentam risco maior de complicações e óbitos pela doença.

Por isso, entre as vacinas depois dos 40, esta é uma pergunta que vale repetir todos os anos: “Já tomei minha vacina da gripe desta temporada?”

Tétano e difteria: você se lembra do último reforço?

A vacina dupla adulto, chamada dT, protege contra difteria e tétano.

Quem não completou o esquema básico deve receber as doses necessárias para completar três doses. Depois disso, o calendário brasileiro recomenda reforço a cada dez anos. Em determinadas situações de risco para tétano ou difteria, esse intervalo pode ser antecipado.

É uma das vacinas oferecidas pelo SUS.

Já a dTpa, que acrescenta proteção contra coqueluche, tem indicações específicas no sistema público, como gestantes e determinados profissionais de saúde. Para outros adultos, também pode estar disponível na rede privada.

Hepatite B: não presuma que recebeu todas as doses

A hepatite B também faz parte do calendário do adulto no SUS.

Para pessoas entre 25 e 59 anos, são previstas três doses conforme o histórico vacinal. Quem já recebeu o esquema completo não precisa simplesmente começar tudo de novo.

Se você não sabe se recebeu as três doses, vale levar essa dúvida à unidade de saúde.

Tríplice viral: sarampo não é uma preocupação apenas da infância

A tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

No calendário do SUS, pessoas entre 30 e 59 anos devem ter uma dose, conforme o histórico vacinal. Profissionais de saúde têm recomendação específica de duas doses.

Portanto, uma mulher de 40, 50 ou 55 anos sem comprovação adequada pode precisar atualizar essa proteção.

Febre amarela também depende do histórico e do risco

A vacina contra febre amarela está disponível no SUS e deve ser avaliada conforme histórico anterior, local de residência e destinos de viagem.

Pelo calendário do PNI, quem recebeu a primeira dose a partir dos 5 anos geralmente é considerado vacinado com dose única. Quem recebeu a primeira dose antes dos 5 anos possui orientação específica para uma segunda dose.

Antes de viagens, vale verificar essa informação com antecedência.

Vacinas depois dos 40: o que começa a mudar aos 50?

Passar dos 50 não significa que o organismo de repente deixou de se defender. Mas algumas infecções passam a ter maior relevância clínica com a idade.

É nesse momento que entram duas vacinas que merecem ser conhecidas ainda durante os 40: herpes-zóster e pneumocócicas.

Herpes-zóster: coloque no radar antes dos 50

O herpes-zóster é provocado pela reativação do vírus da varicela — o mesmo responsável pela catapora.

A SBIm recomenda rotineiramente a vacina inativada contra herpes-zóster a partir dos 50 anos, em esquema de duas doses. Ela também pode ser indicada para pessoas imunocomprometidas conforme avaliação individual.

Em 2026, essa vacina não integra o calendário universal do SUS para adultos e está disponível principalmente na rede privada.

Mesmo quem já teve herpes-zóster pode ter indicação de vacinação posteriormente.

Vacinas pneumocócicas: a indicação também ganha força aos 50

As vacinas pneumocócicas ajudam a proteger contra doenças causadas pelo pneumococo, incluindo formas invasivas e pneumonias.

A SBIm recomenda vacinação pneumocócica de rotina a partir dos 50 anos, utilizando esquemas que podem incluir a vacina conjugada 20-valente ou combinações de outras vacinas pneumocócicas.

No SUS, a disponibilidade para adultos é diferente: determinadas vacinas pneumocócicas são oferecidas a pessoas com condições clínicas específicas por meio da rede de imunobiológicos especiais. Em setembro de 2026, o Ministério da Saúde também iniciou a oferta da pneumocócica 20-valente para pessoas com 85 anos ou mais.

Portanto, para uma mulher saudável de 50 ou 55 anos, a recomendação da SBIm não significa necessariamente oferta gratuita universal pelo SUS.

Para avaliar quais vacinas você precisa realizas acesse o Diretório de Especialistas do Blog da Menopausa e agende um atendimento especializado.

Mulher revisando a carteira de vacinas depois dos 40.

Vacinas depois dos 40: SUS ou rede privada – onde cada vacina está disponível?

Um dos pontos que mais gera confusão ao falar de vacinas depois dos 40 é que uma vacina pode ser recomendada por sociedades médicas sem estar disponível para toda a população no SUS.

VacinaQuando revisarSUS para mulher 40+Rede privada
InfluenzaAnualmenteSim para grupos prioritários; rotina a partir dos 60 anosSim
Hepatite BConforme históricoSimSim
dT — tétano e difteriaEsquema inicial + reforçosSimSim
dTpaConforme indicaçãoSim para grupos específicosSim
Tríplice viralConforme histórico até 59 anosSimSim
Febre amarelaConforme histórico, área e viagemSimSim
Herpes-zósterRotina SBIm a partir dos 50Não como rotina universalSim
PneumocócicasRotina SBIm a partir dos 50 ou antes em situações especiaisGrupos específicos/CRIE; não universal aos 50Sim
HPVAvaliação individualSim para alguns grupos especiais até 45 anosSim, conforme idade e indicação
VaricelaAdultas suscetíveisApenas grupos específicos no calendário adultoSim
Hepatite AAdultas suscetíveisNão como rotina universal do adulto; situações especiais podem ter indicaçãoSim

As recomendações podem mudar conforme atualizações do PNI, situação epidemiológica e condições individuais.

E a vacina contra HPV depois dos 40?

Essa é uma dúvida especialmente importante para mulheres entre 40 e 45 anos.

No SUS, a vacinação contra HPV está disponível para alguns grupos específicos até os 45 anos, incluindo pessoas imunodeprimidas, usuários de PrEP e vítimas de violência sexual, entre outras situações previstas pelo Ministério da Saúde.

Na rede privada, a vacinação pode ser considerada para adultas não vacinadas, levando em conta idade, histórico anterior e avaliação individual.

E um ponto importante: vacina contra HPV não substitui o rastreamento do câncer do colo do útero.

Leia também: HPV na menopausa: quando investigar e se proteger

Vacinas depois dos 40 para quem tem doenças crônicas ou usa imunossupressores

Aqui a conversa muda bastante.

Mulheres com câncer, doenças autoimunes, HIV, doenças pulmonares, cardiovasculares, diabetes, ausência do baço, transplantes ou em uso de determinados medicamentos imunossupressores podem precisar de vacinas diferentes, esquemas diferentes ou momentos específicos para vacinação.

O SUS dispõe da Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais, que inclui os Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais, os CRIE.

Nessas situações, não é recomendável simplesmente seguir uma lista encontrada na internet. Algumas vacinas podem ser prioritárias, enquanto outras, especialmente determinadas vacinas de vírus vivos, exigem avaliação cuidadosa em pessoas imunocomprometidas.

Se você utiliza imunossupressores, está em tratamento oncológico ou possui doença autoimune, leve sua carteira vacinal para a consulta e pergunte qual é o melhor momento para cada imunização.

Leia também: Menopausa e doenças autoimunes: o que muda?

Perdeu a carteira de vacinação? Isso não impede você de procurar o SUS

“Não sei onde está minha carteirinha” não precisa ser motivo para continuar adiando.

O Ministério da Saúde informa que a ausência do cartão de vacinação não impede a aplicação das vacinas indicadas. A unidade de saúde pode orientar sobre a emissão de uma nova via e sobre como reconstruir o histórico disponível nos sistemas de informação.

O mais importante é procurar orientação em vez de tentar decidir sozinha quais doses repetir.

Vacinas depois dos 40: um checklist simples para hoje

Se você quiser aproveitar o Dia Nacional da Vacinação para fazer uma pequena revisão da sua saúde, comece por cinco passos:

  1. Procure sua carteira de vacinação física e consulte os registros disponíveis no Meu SUS Digital.
  2. Confira quando recebeu a última dose contra tétano e difteria.
  3. Veja se o esquema da hepatite B está completo.
  4. Pergunte se a vacina da gripe deste ano está atualizada — especialmente se você possui doença crônica ou pertence a algum grupo prioritário.
  5. Se está chegando aos 50 anos, converse sobre herpes-zóster e vacinas pneumocócicas, mesmo que elas não estejam disponíveis universalmente pelo SUS nessa idade.

A intenção não é acumular vacinas indiscriminadamente. É descobrir quais realmente fazem sentido para você.

Perguntas frequentes sobre vacinas depois dos 40

A menopausa muda as vacinas que devo tomar?

Não diretamente. A menopausa, sozinha, não cria um novo calendário de vacinação. As indicações dependem principalmente de idade, histórico vacinal, doenças, medicamentos, profissão, viagens e outros fatores de risco.

Preciso tomar a vacina da gripe todos os anos?

A SBIm recomenda vacinação anual contra influenza para adultos. No SUS, a oferta gratuita universal depende da idade e do enquadramento nos grupos definidos pelo Ministério da Saúde. Em 2026, pessoas com 60 anos ou mais e vários grupos de risco estão contemplados.

Se perdi minha carteira, preciso começar todas as vacinas novamente?

Não necessariamente. Procure uma unidade de saúde para avaliar os registros disponíveis e reconstruir seu histórico. A falta da carteirinha não impede a vacinação.

Posso tomar mais de uma vacina no mesmo dia?

Muitas vacinas podem ser administradas na mesma visita, em locais diferentes do corpo. A própria orientação nacional permite, por exemplo, a administração simultânea da vacina contra Covid-19 com outras vacinas, com exceções específicas. A decisão deve considerar quais imunizantes estão indicados para você.

Vacinação também é cuidado na menopausa

Aos 40, 50 ou 60 anos, prevenção não significa apenas fazer exames.

Revisar as vacinas depois dos 40 é uma forma de cuidar do futuro com uma atitude relativamente simples: verificar o que já foi feito, identificar o que está atrasado e planejar o que passa a ser recomendado nos próximos anos.

Neste Dia Nacional da Vacinação, talvez você não precise sair correndo para tomar uma vacina. Mas vale tirar alguns minutos para encontrar sua carteira e fazer uma pergunta que pode evitar muita dor de cabeça depois:

“Minha vacinação está realmente em dia?”

Se a resposta for “não sei”, esse já é um ótimo motivo para conversar com uma unidade de saúde ou profissional capacitado. Acesse o Diretório de Especialistas do Blog da Menopausa e agende agora mesmo um atendimento.

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Referências

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