Suplementos na menopausa: como escolher o melhor

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Mulher analisando suplementos na menopausa com exames e alimentos saudáveis sobre a mesa.

Os suplementos na menopausa estão em alta. Vitaminas, minerais, cápsulas para sono, cabelo, energia, fogachos e humor aparecem todos os dias nas redes sociais, muitas vezes com promessas rápidas para uma fase que costuma ser cheia de dúvidas.

Mas o climatério não é igual para todas. Algumas mulheres precisam corrigir deficiências nutricionais. Outras precisam ajustar sono, alimentação, treino, medicamentos ou investigar sintomas persistentes. Por isso, antes de comprar um suplemento por impulso, vale entender o que realmente pode fazer sentido — e o que precisa de avaliação profissional.

Logo no início dessa jornada, uma boa conversa com um profissional pode evitar gastos desnecessários e escolhas pouco seguras. Conheça o Diretório de Especialistas e encontre profissionais que acolhem mulheres no climatério com olhar individualizado.

Por que suplementos na menopausa exigem contexto?

A queda hormonal do climatério pode vir acompanhada de ondas de calor, alterações no sono, cansaço, mudanças de humor, perda de massa muscular, piora da saúde óssea, pele mais seca e maior preocupação com memória e metabolismo.

Isso não significa que todo sintoma precise de suplemento. Em muitos casos, a base do cuidado continua sendo alimentação adequada, atividade física, sono, manejo do estresse, avaliação ginecológica e acompanhamento de exames.

Além disso, o mercado de produtos para menopausa cresceu muito, impulsionado pelas redes sociais. Especialistas têm alertado que mulheres estão sendo expostas a promessas agressivas de suplementos e produtos “anti-menopausa”, nem sempre sustentadas por bons estudos.

No Brasil, a Anvisa informa que suplementos alimentares devem seguir regras de composição, limites de uso, rotulagem e alegações aprovadas. Também é possível consultar se um produto está regularizado; status “ativo” indica produto autorizado, enquanto “inativo” indica produto não regularizado.

Suplementos na menopausa: o que pode fazer sentido?

A pergunta mais importante não é “qual suplemento é bom para menopausa?”, mas sim: qual é a minha necessidade agora?

Um suplemento pode fazer sentido quando existe:

  • ingestão alimentar insuficiente;
  • deficiência confirmada ou provável;
  • fase de maior demanda;
  • restrição alimentar;
  • uso de medicamentos que reduzem absorção de nutrientes;
  • sintoma persistente que merece investigação;
  • estratégia definida por profissional de saúde.

A seguir, veja os nutrientes que mais costumam entrar na conversa sobre suplementos na menopausa.

Vitamina D e cálcio: ossos, músculos e segurança

Vitamina D e cálcio são muito lembrados no climatério porque a perda de estrogênio acelera a perda de massa óssea em muitas mulheres. A vitamina D ajuda na absorção de cálcio e participa da saúde óssea, muscular e imunológica. O exame mais usado para avaliar o status de vitamina D é a dosagem de 25-hidroxivitamina D.

O cálcio é essencial para ossos e dentes, mas suplementar sem necessidade não é sempre a melhor escolha. Para mulheres de 51 a 70 anos, a recomendação diária de cálcio é maior do que para homens da mesma idade, mas a prioridade deve ser calcular quanto já vem da alimentação.

Também existe risco no excesso: doses altas de vitamina D podem causar toxicidade, aumento de cálcio no sangue e problemas renais; já o excesso de cálcio suplementar pode aumentar risco de cálculo renal em algumas situações.

Leia também: Vitamina D na menopausa: como garantir as doses certas.

Magnésio: sono, enxaqueca, músculos e intestino

O magnésio participa de centenas de reações no corpo, incluindo função muscular, sistema nervoso e metabolismo energético. No climatério, costuma ser procurado por mulheres com sono ruim, cãibras, irritabilidade, enxaqueca ou sensação de tensão.

Mas magnésio não é tudo igual. Algumas formas são mais bem absorvidas do que outras, e doses altas podem causar diarreia, náusea e cólicas. O NIH aponta que formas como citrato, lactato, cloreto e aspartato tendem a ser mais biodisponíveis do que óxido e sulfato em pequenos estudos; também alerta que o excesso por suplementos pode causar efeitos gastrointestinais e interagir com medicamentos.

Por isso, entre os suplementos na menopausa, o magnésio pode ser útil em contextos específicos, mas deve ser escolhido com objetivo claro.

Leia também: Magnésio na menopausa: para que serve e como usar.

Vitamina B12: cansaço, memória e formigamentos

A vitamina B12 merece atenção quando há cansaço persistente, formigamentos, alterações de memória, dieta vegetariana ou vegana, uso prolongado de metformina ou medicamentos para refluxo, como inibidores de bomba de prótons.

A B12 é encontrada principalmente em alimentos de origem animal. Sua deficiência pode causar fadiga, anemia megaloblástica e alterações neurológicas, que podem ocorrer mesmo sem anemia evidente.

Isso é importante porque muitas mulheres no climatério atribuem todo cansaço à menopausa, quando pode haver também deficiência nutricional, anemia, hipotireoidismo, sono ruim ou outros fatores associados.

Zinco, selênio, ferro e boro: atenção ao “mais é melhor”

Zinco e selênio aparecem em fórmulas para imunidade, cabelo, pele, tireoide e antioxidantes. Eles podem ser úteis quando há baixa ingestão ou necessidade individual, mas não devem ser tomados em altas doses sem acompanhamento.

Excesso de zinco pode causar náusea, desconforto gástrico e interferir na absorção de cobre; doses elevadas por semanas também podem reduzir HDL e afetar a função imune.

O selênio também exige cuidado. Ingestão cronicamente alta pode causar gosto metálico, odor de alho no hálito, queda de cabelo, unhas frágeis, alterações gastrointestinais e sintomas neurológicos. Castanhas-do-pará, por exemplo, podem ter quantidades altas de selênio, variando conforme origem e solo.

O ferro é outro ponto sensível. Na perimenopausa, mulheres com sangramento menstrual intenso podem ter maior risco de deficiência. Depois da menopausa, a necessidade de ferro tende a cair, e suplementar sem indicação pode ser inadequado. Ferritina, hemograma e avaliação clínica ajudam a diferenciar deficiência real de outros tipos de cansaço.

O boro costuma aparecer em fórmulas relacionadas à saúde óssea e metabolismo da vitamina D, mas deve ser analisado dentro da composição total e da segurança da fórmula.

Suplementos na menopausa por sintomas

Uma forma prática de avaliar suplementos na menopausa é começar pelo sintoma principal, sem esquecer que sintomas podem ter várias causas.

Sono ruim

Sono ruim pode ter relação com ondas de calor, ansiedade, álcool, dor, apneia, rotina irregular, cafeína ou despertares noturnos. Magnésio, melatonina, triptofano e vitaminas do complexo B aparecem com frequência em fórmulas para sono, mas a escolha deve considerar medicamentos em uso, idade, sonolência diurna e padrão de insônia.

Produtos como o Sleepy, da Kefi, podem ser citados de forma discreta como exemplo de fórmula voltada ao sono no climatério. Ainda assim, a mensagem central deve ser: suplemento não substitui investigação da causa do sono ruim.

Cansaço e energia

Cansaço pode estar ligado a sono fragmentado, alimentação pobre em proteínas, baixa ingestão calórica, anemia, deficiência de B12 ou vitamina D, sedentarismo, hipotireoidismo, depressão, sobrecarga emocional ou uso de medicamentos.

Por isso, antes de empilhar cápsulas para “energia”, vale investigar o motivo do cansaço.

Ossos e músculos

Para ossos, a conversa geralmente envolve vitamina D, cálcio, proteína, treino de força e avaliação de risco para osteopenia ou osteoporose. Para músculos, além de alimentação e treino, alguns compostos bioativos como creatina vêm ganhando atenção, especialmente quando associados à musculação e preservação de força.

A creatina é um composto com interesse crescente na saúde da mulher, com pesquisas discutindo possíveis benefícios para força, função muscular e cognição, mas seu uso deve respeitar histórico renal, hidratação, alimentação e orientação profissional.

Fogachos e suores noturnos

Isoflavonas, trevo-vermelho, cimicífuga e outros fitoterápicos aparecem muito em suplementos para fogachos. A evidência, porém, é variável.

O NCCIH aponta que extratos de soja parecem geralmente seguros no curto prazo, mas há incerteza sobre segurança de suplementos de isoflavonas em mulheres com histórico ou risco de câncer de mama. Também informa que a cimicífuga apresenta resultados inconsistentes e já foi associada a raros relatos de lesão hepática em produtos comerciais.

Para fogachos moderados a intensos, suplementos podem até ser discutidos, mas não devem atrasar avaliação. Terapia hormonal e opções não hormonais prescritas têm papel importante quando indicadas. O NICE recomenda oferecer terapia hormonal para sintomas vasomotores associados à menopausa, com decisão individualizada sobre riscos e benefícios.

No meio dessa decisão, o Diretório de Especialistas pode ajudar a encontrar profissionais que avaliam sintomas, exames, histórico familiar e preferências da mulher antes de indicar qualquer conduta.

Exames antes de escolher suplementos na menopausa

Nem todo suplemento exige exame prévio, mas alguns exames ajudam a evitar tentativa e erro.

Converse com seu profissional sobre a necessidade de avaliar:

  • 25-hidroxivitamina D, quando houver risco de deficiência ou preocupação óssea;
  • hemograma e ferritina, em caso de cansaço, queda de cabelo ou sangramento intenso;
  • vitamina B12, especialmente em vegetarianas, veganas, usuárias de metformina ou remédios para refluxo;
  • função tireoidiana, quando há fadiga, queda de cabelo, constipação, ganho de peso ou frio excessivo;
  • glicemia, insulina e perfil lipídico, quando há ganho de peso, resistência à insulina ou risco cardiovascular;
  • densitometria óssea, quando há risco de osteopenia, osteoporose ou fraturas.

O objetivo dos exames não é transformar a menopausa em uma lista infinita de marcadores. É evitar que a mulher compre suplementos na menopausa sem saber se há deficiência, excesso, interação ou outra causa por trás do sintoma.

Mulher em consulta avaliando suplementos na menopausa com profissional de saúde, exames e frascos genéricos sobre a mesa.

Riscos dos suplementos na menopausa

Suplemento não é sinônimo de inofensivo. Mesmo produtos naturais podem causar efeitos adversos, interagir com remédios ou ser inadequados para algumas condições de saúde.

Atenção especial se você usa:

  • anticoagulantes;
  • hormônios tireoidianos, como levotiroxina;
  • antibióticos;
  • remédios para pressão;
  • antidepressivos;
  • anticonvulsivantes;
  • medicamentos para diabetes;
  • tratamentos oncológicos;
  • muitos suplementos ao mesmo tempo.

Cálcio pode atrapalhar a absorção da levotiroxina se tomado muito perto do horário do remédio. Magnésio e zinco também podem interferir com alguns antibióticos.

Outro cuidado: suplementos não substituem terapia hormonal quando ela é indicada. Para ondas de calor e suores noturnos, a terapia hormonal segue como uma das opções mais eficazes para muitas mulheres, embora nem todas possam ou desejem utilizá-la. A decisão deve considerar idade, tempo desde a menopausa, sintomas, riscos pessoais, histórico familiar e preferências.

Como conversar com o profissional antes de comprar

Antes de comprar suplementos na menopausa, leve estas perguntas para a consulta:

  1. Esse sintoma pode ter outra causa além da menopausa?
  2. Preciso fazer algum exame antes?
  3. Esse suplemento combina com meus medicamentos?
  4. Qual dose é segura para mim?
  5. Por quanto tempo devo usar?
  6. Como vamos medir se está funcionando?
  7. Existe risco de excesso se eu já uso multivitamínico?
  8. Minha alimentação já cobre parte dessa necessidade?

Essa conversa evita o “efeito gaveta”: vários frascos abertos, pouco resultado e nenhuma estratégia clara.

Na Kefi, a proposta é que produtos como Balance e Sleepy sejam vistos como possíveis aliados dentro de um plano de cuidado, não como solução isolada nem substituto da avaliação individual.

FAQ: suplementos na menopausa

Todo mundo precisa tomar suplementos na menopausa?

Não. Algumas mulheres precisam corrigir deficiências; outras se beneficiam mais de alimentação, treino, sono, terapia hormonal, tratamentos não hormonais ou acompanhamento clínico.

Qual suplemento é mais importante na menopausa?

Depende do objetivo. Vitamina D e cálcio são muito discutidos por saúde óssea; magnésio pode entrar em sono, músculos e enxaqueca; B12 é importante quando há risco de deficiência, cansaço ou sintomas neurológicos.

Suplementos naturais podem fazer mal?

Sim. Natural não significa livre de risco. Fitoterápicos, minerais e vitaminas em altas doses podem causar efeitos adversos ou interagir com medicamentos.

Posso tomar vários suplementos ao mesmo tempo?

Não é o ideal sem orientação. Fórmulas combinadas podem repetir nutrientes, ultrapassar doses seguras e dificultar saber o que está ajudando ou causando efeitos colaterais.

Suplementos substituem terapia hormonal?

Não. Suplementos podem apoiar nutrição e bem-estar, mas não substituem tratamento médico quando há indicação para terapia hormonal ou outras opções terapêuticas.

Conclusão

Os suplementos na menopausa podem ajudar quando existe necessidade real, escolha segura e acompanhamento adequado. O problema começa quando a compra vem antes da pergunta: “do que eu realmente preciso?”

No climatério, cuidar de si não precisa ser uma corrida por cápsulas. Pode ser uma escolha mais consciente, com menos culpa, menos impulso e mais clareza. Avalie sintomas, investigue deficiências, leia rótulos, observe interações e converse com quem entende do assunto.

Para dar o próximo passo com segurança, acesse o Diretório de Especialistas do Blog da Menopausa e encontre profissionais preparados para orientar mulheres no climatério.

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Referências

  1. The Menopause Society. Nonhormone Therapy Position Statement. 2023
  2. NCCIH. Menopausal Symptoms and Complementary Health Approaches. 2021
  3. British Menopause Society. Non-hormonal-based treatments for menopausal symptoms. 2025
  4. EMAS Position Statement: Vitamin D and Menopausal Health. 2023
  5. Endocrine Society. Pharmacological Management of Osteoporosis in Postmenopausal Women. 2019
  6. AACE/ACE Clinical Practice Guidelines for Postmenopausal Osteoporosis. 2020
  7. Polasek et al. Nutritional interventions in menopause-related sleep disturbances. Nutr Rev., 2023.
  8. Iqbal et al. Effects of Omega-3 Polyunsaturated Fatty Acids Intake on Menopausal Symptoms. Nutrients, 2023.
  9. Gençtürk et al. Soy Isoflavones and Menopausal Symptoms: Systematic Review and Meta-analysis. Explore (NY), 2024.
  10. Smith-Ryan et al. Creatine in Women’s Health: Bridging the Gap. J Int Soc Sports Nutr. 2025.
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