Melatonina e menopausa estão profundamente conectadas: a queda de melatonina, o chamado “hormônio do sono”, é parte natural do envelhecimento, mas durante a menopausa ela tende a ser ainda mais acentuada. Essa mudança pode afetar o descanso, o humor e até o metabolismo. Essa relação vem sendo amplamente estudada, pois envolve não apenas o sono, mas também o equilíbrio hormonal e o bem-estar geral. Mas será que suplementar melatonina é uma boa ideia? Neste artigo, exploramos o que a ciência já sabe sobre essa conexão.
O que é a melatonina e como ela funciona
Produzida pela glândula pineal, a melatonina regula o ciclo sono-vigília e sincroniza o organismo ao ritmo natural de luz e escuridão. Atua também como antioxidante e moduladora do sistema imune, ajudando a equilibrar processos inflamatórios e a proteger as células do estresse oxidativo.
Com o passar dos anos, a produção desse hormônio diminui. A glândula pineal sofre calcificação e libera menos melatonina, o que reduz a qualidade do sono e impacta a regulação de outros hormônios.
Melatonina e envelhecimento: por que os níveis caem com o tempo
A partir dos 40 anos, o pico noturno de melatonina tende a diminuir progressivamente. Estudos mostram que pessoas acima dos 60 anos podem ter até 10 vezes menos melatonina circulante que adultos jovens. Essa queda está associada a:
- Insônia e despertares noturnos
- Maior risco de doenças neurodegenerativas
- Alteracões de humor e fadiga diurna
A redução da melatonina também prejudica a capacidade antioxidante do organismo, acelerando o processo de envelhecimento celular.
Melatonina e menopausa: o que muda?
Durante a perimenopausa e a menopausa, a queda nos hormônios sexuais, especialmente estrógeno e progesterona, afeta diretamente os ritmos circadianos. Mulheres nessa fase tendem a ter picos noturnos de melatonina mais baixos e irregulares, o que pode causar:
- Dificuldade para adormecer
- Acordar várias vezes à noite
- Ansiedade e irritabilidade
- Fadiga e alterações metabólicas
Pesquisas mostram que o ritmo circadiano dessas mulheres se torna menos definido, prejudicando o descanso e a recuperação corporal. Essa alteração também pode influenciar o humor e a cognição.
Suplementação com melatonina: o que dizem os estudos
Várias revisões científicas investigaram o uso da melatonina em mulheres no climatério. Os resultados mais consistentes mostram:
- Melhora do sono: maior duração e qualidade percebida
- Redução dos sintomas climatéricos: menos irritabilidade, ansiedade e calorões
- Melhora da densidade óssea: especialmente em mulheres pós-menopáusicas
- Redução do IMC: discreta, mas significativa em alguns estudos
Embora segura, a suplementação deve ser individualizada e orientada por profissional de saúde, pois pode interagir com medicamentos como antidepressivos, anticoagulantes e hipnóticos.
Se você busca uma opção natural e segura, o suplemento Sleepy da Kefi combina melatonina e ingredientes calmantes que favorecem um sono profundo e restaurador, especialmente durante a menopausa.
Melatonina como aliada do envelhecimento saudável
Mais do que um regulador do sono, a melatonina é uma substância multifuncional. Seu potencial antioxidante e anti-inflamatório protege tecidos e ajuda a manter o metabolismo equilibrado. Entre os possíveis benefícios do uso adequado estão:
- Melhor resposta imunológica
- Proteção contra danos oxidativos
- Apoio à saúde cerebral e cardiovascular
Além da suplementação, algumas estratégias simples ajudam a manter a produção natural do hormônio:
- Evitar telas e luz azul à noite
- Dormir em ambiente escuro e silencioso
- Expor-se à luz natural pela manhã
Quando a suplementação não é indicada
A melatonina não deve ser usada de forma indiscriminada. Mulheres com distúrbios metabólicos, doenças autoimunes ou que usam medicações controladas precisam de avaliação específica. Os efeitos colaterais mais comuns são sonolência matinal, dor de cabeça e sonhos intensos.
Um sono restaurador também é saúde hormonal
A melatonina tem papel essencial na qualidade de vida durante a menopausa — não apenas por regular o sono, mas por apoiar o equilíbrio corporal e emocional. Entender seu funcionamento é o primeiro passo para cuidar melhor do próprio ritmo. Converse com seu ginecologista ou endocrinologista sobre a melhor abordagem para o seu caso.
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