Musculação na menopausa: por que começar agora?

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Mulher 40+ treinando com corda naval em academia — musculação na menopausa

A queda do estrogênio favorece perda de massa muscular e óssea, aumento de gordura abdominal e flutuações de humor. Musculação na menopausa é uma das estratégias mais eficazes para proteger o corpo e a mente nessa fase — acessível, progressiva e com resultados perceptíveis no dia a dia.

Nosso objetivo aqui é traduzir a ciência em prática: o que fazer, como começar e quais cuidados adotar.


Benefícios da musculação na menopausa

  • Ossos mais fortes: estímulo mecânico que ajuda a manter a densidade mineral óssea.
  • Mais músculos, menos quedas: combate a sarcopenia (perda de massa e força) e melhora equilíbrio.
  • Metabolismo ativo: eleva o gasto energético basal e auxilia no controle do peso.
  • Melhor sensibilidade à insulina: apoio na prevenção de resistência à insulina e diabetes tipo 2.
  • Humor e sono: reduz estresse e ansiedade; favorece sono mais reparador.
  • Autonomia e autoestima: tarefas diárias ficam mais fáceis; a autoconfiança cresce.

Musculação na menopausa para ossos e contra a sarcopenia

O treino de força sinaliza ao osso que ele precisa ser mais denso e ao músculo que deve crescer. Exercícios multiarticulares (agachamento, remada, empurrar/puxar, levantamento do quadril) são excelentes bases.

Dica: combine treino de força com caminhada ou ciclismo para saúde cardiovascular.


Musculação na menopausa e metabolismo

Treinar 2–3× por semana ajuda a aumentar massa magra e gasto calórico em repouso. Isso faz diferença no controle do peso e da gordura abdominal, área sensível nessa fase.


Musculação na menopausa e bem‑estar emocional

Movimento regular regula neurotransmissores relacionados ao humor e pode diminuir a ruminação e a ansiedade. A sensação de progresso — aumentar a carga aos poucos, completar séries — sustenta a autoestima.


Como começar musculação na menopausa com segurança

  1. Avaliação inicial: cheque clínico se houver dor, histórico de osteoporose, cirurgias ou comorbidades.
  2. Aquecimento (5–8 min): mobilidade de coluna, quadril, ombros + caminhada leve.
  3. Técnica antes de carga: aprenda padrões (agachar, empurrar, puxar, hinge de quadril).
  4. Progressão gradual: aumente carga/volume 5–10%/semana quando o esforço estiver confortável (RPE 6–7/10).
  5. Descanso: 48h entre treinos do mesmo grupo muscular.
  6. Assoalho pélvico: priorize exs. que não aumentem pressão intra‑abdominal de forma abrupta; ajuste respiração.
  7. Adaptações para dor: reduza amplitude, troque exercícios e procure orientação profissional se necessário.

Plano inicial de 4 semanas (2–3x/semana)

Objetivo: técnica, consistência e segurança. Ajuste cargas para encerrar cada série com 1–2 repetições “na reserva”.

Treino A

  • Agachamento com halteres — 3×8–10
  • Remada curvada com halteres — 3×8–10
  • Elevação de quadril/ponte — 3×10–12
  • Desenvolvimento com halteres (sentada) — 2×8–10
  • Prancha (joelhos ou tradicional) — 2×20–30s

Treino B

  • Leg press ou cadeira extensora — 3×10–12
  • Puxada na frente (pulldown) — 3×8–10
  • Supino com halteres (inclinado) — 3×8–10
  • Levantamento terra romeno leve — 2×8–10
  • Farmer’s walk (caminhada com halteres) — 2×30–40m

Semana 1–2: use cargas leves para lapidar técnica.
Semana 3–4: aumente 5–10% se estiver confortável e sem dor.


Proteína, hidratação e recuperação

  • Proteína diária: 1,2–1,6 g/kg/dia (ex.: 70–95 g para quem pesa 60 kg), distribuída nas refeições.
  • Vitamina D e cálcio: aliados da saúde óssea (avalie com seu profissional de saúde).
  • Sono e estresse: recuperar também é treinar; rotinas noturnas ajudam.

Para rotinas de sono, veja o artigo Insônia na menopausa: causas, fadiga e como melhorar


Quem deve ter mais cautela

  • Osteoporose/osteopenia: priorize técnica impecável; evite flexões bruscas de coluna com carga.
  • Dor articular importante: ajuste ângulos e volume; busque acompanhamento.
  • Pressão alta descompensada, arritmias, condições agudas: liberação médica é imprescindível.
  • Histórico de incontinência: inclua treino do assoalho pélvico e estratégias respiratórias.

Musculação na menopausa em casa: é possível?

Sim. Halteres ajustáveis, elásticos e o peso do corpo já permitem treinos eficazes. Mantenha registro de cargas, séries e sensação de esforço — ver o progresso motiva!


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Assista também ao PodKefi 22 | Musculação na menopausa: como treinar aos 40+. Nesse episódio Eduardo Pinheiro (bacharel em Educação Física, especialista em força e reabilitação) fala sobre como a musculação na menopausa é essencial para proteger os ossos, preservar massa muscular e reduzir dores, melhorando a qualidade de vida das mulheres 40+.

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