Se você chegou aos 40+ e percebe que o corpo “mudou as regras”, você não está sozinha. Exames após os 40 ajudam a enxergar o que está acontecendo por trás de sintomas comuns da perimenopausa e da pós-menopausa, como sono pior, calorões, mudanças de humor e ganho de gordura abdominal.
Na prática, o checklist muda porque alguns riscos ganham importância com o tempo e com a queda hormonal, especialmente os relacionados a coração, ossos, metabolismo e saúde geniturinária. Este guia é um ponto de partida para você se organizar e conversar com seu médico com mais clareza.
Checklist rápido: como usar este guia em 10 minutos
- Pegue seu Cartão de Vacinas (ou app/caderneta, se tiver).
- Anote sua fase atual: perimenopausa (ciclos irregulares) ou pós-menopausa.
- Marque seus fatores de risco (se houver): histórico familiar, hipertensão, diabetes, tabagismo, sedentarismo, fraturas, uso de corticoide, etc.
- Use as tabelas abaixo para montar sua lista.
- Leve as perguntas prontas ao final do artigo.
Exames após os 40 na perimenopausa (ciclos irregulares): o que observar
Na perimenopausa, irregularidade menstrual costuma acontecer, mas nem toda mudança deve ser “normalizada”. O que ajuda é olhar o conjunto: fluxo, duração, sintomas e impacto na sua energia.
Exames após os 40: quando a irregularidade pode ser esperada
Em geral, é comum:
- ciclos que encurtam ou alongam
- alguns meses sem menstruar e depois retorno
- alteração de intensidade do fluxo
- piora de TPM, irritabilidade e sono
Mesmo assim, vale conversar com seu médico para diferenciar mudanças hormonais de outras causas.
Exames após os 40: sinais que merecem investigação antes do check-up
Procure orientação médica se você notar:
- sangramento muito intenso ou prolongado
- sangramento entre ciclos, com tontura ou fraqueza
- dor pélvica persistente
- sintomas de anemia (cansaço fora do padrão, palidez, falta de ar)
A ideia não é alarmar, e sim garantir que nada importante passe despercebido.
Exames após os 40 na pós-menopausa: o que ganha prioridade
Depois de 12 meses sem menstruar, o corpo entra em uma fase em que algumas prevenções viram “prioridade de agenda”. Aqui, duas frentes costumam ser centrais: coração e ossos, além de manter rastreios em dia.
Exames após os 40 e ossos: por que vale colocar no radar
A queda de estrogênio pode acelerar a perda de massa óssea em algumas mulheres. Por isso, avaliar risco e conversar sobre densitometria (quando indicada) é uma forma de prevenção inteligente.
Exames após os 40 e coração: o que não dá para adiar
Pressão arterial, perfil lipídico e avaliação de risco cardiometabólico ajudam a identificar cedo tendências como hipertensão, dislipidemias e resistência à insulina.
Se você quiser aprofundar este tema:
- Check-up cardiometabólico na perimenopausa: guia 40+
- Saúde cardiovascular na menopausa: alerta e prevenção
Tabela 1 — Exames após os 40
Use esta tabela para montar a sua lista. A decisão final sobre quais exames fazem sentido e quando fazer deve ser individual, com seu médico.
| Área | Exemplos de exames/avaliações para conversar com seu médico | Por que entra no checklist | Pergunta útil para levar à consulta |
|---|---|---|---|
| Coração e pressão | Pressão arterial, circunferência abdominal, avaliação de risco cardiovascular | Risco cardiometabólico ganha relevância após os 40 | “Qual é o meu risco cardiovascular hoje?” |
| Colesterol e triglicerídeos | Perfil lipídico (colesterol total, LDL, HDL, triglicerídeos) | Ajuda a orientar metas e mudanças de estilo de vida | “Minhas metas de LDL e triglicerídeos mudam pela idade?” |
| Açúcar no sangue | Glicemia e/ou HbA1c (e avaliação clínica) | Ajuda a detectar tendência a pré-diabetes/diabetes | “Preciso investigar resistência à insulina?” |
| Tireoide (quando indicado) | TSH (e outros se necessário) | Sintomas podem se confundir com menopausa | “Pelos meus sintomas, vale checar tireoide?” |
| Saúde óssea | Avaliação de risco + densitometria (DXA) quando indicada | Prevenção de osteopenia/osteoporose | “Pelo meu perfil, quando faz sentido fazer DXA?” |
| Mamas | Mamografia conforme idade/risco e orientação local | Rastreamento tem recomendações diferentes no Brasil | “Qual estratégia de rastreamento é melhor para mim?” |
| Colo do útero | Papanicolau e/ou teste de HPV conforme risco e disponibilidade | Prevenção e detecção precoce | “Meu rastreio está em dia? Qual exame é o ideal?” |
| Intestino (rastreamento) | Opções conforme risco (ex.: testes em fezes/colonoscopia) | Prevenção e detecção precoce | “Pelo meu histórico, devo iniciar rastreamento?” |
| Saúde mental e sono | Triagens clínicas para ansiedade, depressão e apneia | Sono e humor impactam coração, peso e qualidade de vida | “Meu sono merece investigação mais profunda?” |
| Rotina e qualidade de vida | Visão, audição, avaliação de quedas, força e equilíbrio | Prevenção e autonomia | “Há algo na minha rotina que aumenta risco de quedas?” |
Dica prática: se você tem sintomas (e não só quer rastreamento), leve um resumo de 5 linhas: quando começou, como evoluiu, o que piora/melhora e como impacta seu dia.
Tabela 2 — Vacinas e exames após os 40
No Brasil, o PNI (Plano Nacional de Imunização – SUS) define o calendário nacional e a oferta pode variar por município e perfil de risco. A SBIm (Sociedade Brasileita de Imonizações) costuma trazer recomendações complementares (muitas disponíveis na rede privada). Aqui vai um checklist para você revisar com seu médico e/ou na unidade de saúde.
| Vacina / reforço | Para quem costuma ser indicada | O que checar (sem complicar) |
|---|---|---|
| Influenza (gripe) | Importante especialmente para grupos prioritários e pessoas com comorbidades | “Tomei a dose da campanha mais recente?” |
| COVID-19 | Reforços conforme orientações vigentes e grupos prioritários | “Estou com reforço atualizado?” |
| dT (tétano/difteria) e/ou dTpa | Reforços ao longo da vida, conforme histórico vacinal | “Meu reforço está em dia?” |
| Hepatite B | Para não vacinadas/sem comprovação | “Fiz o esquema completo?” |
| Tríplice viral (sarampo/caxumba/rubéola) | Para suscetíveis (sem esquema completo) | “Preciso atualizar alguma dose?” |
| Febre amarela (conforme área e risco) | Para quem vive/visita áreas de recomendação | “Moro/vou viajar para área de risco?” |
| Pneumocócicas (conforme idade/risco) | Mais comum por risco e idades específicas, conforme diretrizes | “Pelo meu perfil, devo fazer?” |
| Herpes-zóster (conforme idade/risco) | Frequentemente discutida a partir de idades mais altas ou imunossupressão | “Para mim, vale considerar agora ou mais adiante?” |
| HPV (situações específicas) | Pode ser recomendado em contextos de risco, inclusive imunossupressão | “Há indicação para minha situação?” |
Dica importante: vacina também é saúde de mulher 40+. Se você perdeu o cartão, a unidade de saúde pode orientar a reconstrução do histórico.
Exames após os 40: um ponto sensível sobre mamografia
Muita gente fica em dúvida porque, no Brasil, há posicionamentos diferentes entre órgãos e sociedades médicas sobre faixa etária e periodicidade de rastreamento.
O mais seguro para a leitora é:
- entender que existem diretrizes com critérios técnicos
- discutir seu risco individual (história familiar, achados prévios, sintomas)
- decidir com o médico a estratégia mais adequada para você
Se você quiser se preparar para a conversa:
Exames após os 40: sinais de alerta para procurar avaliação mais rápida
Sem pânico, só clareza. Procure orientação médica com mais urgência se houver:
- dor no peito, falta de ar fora do padrão ou desmaios
- sangramento após a menopausa
- perda de peso inexplicada ou cansaço intenso persistente
- nódulo novo na mama ou secreção sanguinolenta
- dor óssea importante ou fratura com baixo impacto
Exames após os 40: perguntas para levar ao médico
Leve este bloco pronto (pode até printar):
- “Pelo meu histórico, quais exames após os 40 são prioridade para mim?”
- “Meu risco cardiometabólico está adequado? O que posso melhorar nos próximos 3 meses?”
- “Pelos meus sintomas, devo investigar tireoide, anemia ou apneia do sono?”
- “Preciso de densitometria? Com que critério?”
- “Meu rastreio de mama e colo do útero está em dia? Qual estratégia faz mais sentido?”
- “Quais vacinas devo atualizar agora? O que está disponível no SUS para o meu perfil?”
Leia também
- Check-up cardiometabólico na perimenopausa: guia 40+
- Colesterol na menopausa: como proteger seu coração
- HPV na menopausa: quando investigar e se proteger
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Referências científicas
- El Khoudary SR, Aggarwal B, Beckie TM, et al. Menopause Transition and Cardiovascular Disease Risk: Implications for Timing of Early Prevention: A Scientific Statement From the American Heart Association. Circulation. 2020;142(25):e506–e532. doi:10.1161/CIR.0000000000000912.
- US Preventive Services Task Force. Screening for Breast Cancer: US Preventive Services Task Force Recommendation Statement. JAMA. 2024;331(22):1918–1930. doi:10.1001/jama.2024.5534.
- US Preventive Services Task Force; Curry SJ, Krist AH, Owens DK, et al. Screening for Cervical Cancer: US Preventive Services Task Force Recommendation Statement. JAMA. 2018;320(7):674–686. doi:10.1001/jama.2018.10897.
- US Preventive Services Task Force. Screening for Osteoporosis to Prevent Fractures: US Preventive Services Task Force Recommendation Statement. JAMA. 2025;333(6):498–508. doi:10.1001/jama.2024.27154.
- Wodi AP, Issa AN, Moser CA, Cineas S. Advisory Committee on Immunization Practices Recommended Immunization Schedule for Adults Aged 19 Years or Older — United States, 2025. MMWR Morb Mortal Wkly Rep. 2025;74(2):30–33.








