Carnaval é maravilhoso… até o corpo cobrar a conta. Se você está vivendo ressaca de carnaval na perimenopausa ou menopausa, é comum sentir que o “pós” pesa mais: sono quebrado, sede, cansaço, calorões mais chatos, refluxo e até palpitações.
A boa notícia é que dá para recuperar bem mais rápido quando você entende o que está acontecendo e segue um plano simples (e realista) de 24–48 horas.
Precisa de orientação individual? No Diretório Médico do Blog da Menopausa, você encontra profissionais que atendem essa fase e podem personalizar estratégias para seus sintomas.
Ressaca de carnaval na menopausa: por que parece pior?
A ressaca de carnaval costuma ser “tudo junto”: álcool, pouco sono, calor, desidratação, alimentação fora da rotina e mais estímulos (barulho, sol, multidão). O ponto-chave é que o álcool pode até dar soninho no começo, mas fragmenta o sono na segunda metade da noite, piorando a recuperação física e emocional.
Na transição menopausal, muita gente já está com o sono mais leve e com termorregulação mais sensível. Resultado: o combo do Carnaval tem mais chance de virar noites ruins + dias com pouca energia.
Depressão pós-festa: quando a “queda” é emocional
Além do corpo cansado, existe o lado emocional: a “baixa” depois de um evento muito esperado. Isso é descrito como post-event blues (ou “depressão pós-festa”): sensação de vazio, irritabilidade, desânimo e dificuldade de voltar à rotina — especialmente quando houve privação de sono e excesso de estímulos.
O que ajuda mais aqui não é “forçar alegria”, e sim:
- ritmo de rotina (horário de dormir/levantar)
- luz da manhã
- alimentação estável
- movimento leve
- e um plano de recuperação por etapas
Se essa tristeza persistir por mais de 2 semanas ou vier intensa a ponto de atrapalhar o dia a dia, vale conversar com um profissional de saúde mental (isso é cuidado, não exagero).
Ressaca de carnaval em 48h: plano prático para sobreviver
0–6 horas: aterrissagem gentil
- Banho morno (evite muito quente se os calorões estão fortes).
- Água aos poucos, em goles, sem “virar litro de uma vez”.
- Comida leve e salgadinha na medida: sopa, arroz, batata, ovo, iogurte, banana.
- Nada de treino pesado hoje.
A ressaca não é só “falta de água”: há efeitos de metabolismo do álcool e inflamação envolvidos — hidratar ajuda, mas não é milagre.
6–24 horas: recuperar energia e reduzir gatilhos
- Proteína em 2 refeições (ovos, frango, peixe, leguminosas) + carboidrato simples (arroz, batata, aveia).
- Café com estratégia: se precisar, use de manhã e evite mais tarde (cafeína pode piorar ansiedade, palpitação e sono em quem é sensível).
- Caminhada leve 15–25 min (se der), preferencialmente com luz natural.
24–48 horas: “reset” do sono (o passo que mais muda tudo)
- Defina um horário fixo para levantar (mesmo se dormiu mal).
- Tome luz solar por 10–20 min pela manhã (janela/rua).
- Faça uma “ponte” para o sono: jantar mais cedo, tela reduzida, ambiente fresco.
- Se possível, aplique técnicas de TCC-I (Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia), que tem evidência de melhora em insônia relacionada à menopausa.
Quer um plano detalhado? Veja o conteúdo Insônia na menopausa: guia prático para recuperar o sono.
Ressaca de carnaval e calorões: como acalmar o “corpo quente”
Na ressaca de carnaval, calor + álcool + pouco sono podem deixar os fogachos mais frequentes.
Testes simples que costumam ajudar nas próximas 48h:
- Priorize ambiente fresco (ventilador, roupas leves, água em temperatura ambiente).
- Evite bebidas muito quentes, pimenta e álcool novamente “para relaxar”.
- Faça respiração lenta por 3–5 min (reduz aceleração e ajuda no desconforto do calorão).
Para entender melhor a relação com bebida alcoólica, leia Álcool e menopausa: o que a ciência já sabe.
Ressaca de carnaval e refluxo: por que piora e como aliviar
Refluxo adora o pós-folia: refeições grandes tarde, álcool, fritura, chocolate, café e deitar logo depois de comer.
Como aliviar sem drama:
- Faça jantar menor e mais cedo por 2 noites.
- Evite deitar até 2–3 horas após a última refeição.
- Prefira alimentos “calmos”: arroz, batata, aveia, frango, banana, iogurte (se você tolera).
- Se acordar com queimação, tente elevar levemente o tronco e manter hidratação em goles.
Se quiser aprofundar, leia Refluxo na menopausa: causas, gatilhos e alívio.
Ressaca de carnaval e palpitação: o que costuma estar por trás
Na ressaca de carnaval, palpitações podem aparecer por uma mistura de:
- pouco sono
- desidratação relativa
- álcool
- ansiedade/estímulo
- e, às vezes, excesso de cafeína no dia seguinte
O foco aqui é tirar lenha da fogueira por 24–48h:
- hidrate em goles,
- reduza estimulantes,
- coma em horários regulares,
- e priorize dormir melhor (mesmo que não “perfeito”).
Checklist rápido para voltar à vida
Hoje
- Água em goles + refeição leve
- Caminhada leve (se der)
- Banho morno e cama cedo
Amanhã
- Horário fixo para acordar
- Sol da manhã
- Proteína + carboidrato simples em 2 refeições
- Café só cedo (se usar)
Até 72h
- Rotina de sono mais estável
- Refluxo e calorões mais “domados”
- Energia voltando (aos poucos)
Quer apoio personalizado? O Diretório Médico do Blog da Menopausa pode te ajudar a ajustar sono, alimentação, ansiedade e sintomas vasomotores de forma individual.
A ressaca de carnaval não precisa virar uma semana perdida
A ressaca de carnaval na menopausa pode ser mais intensa, sim — mas também é mais “tratável” quando você prioriza o que mais recupera o corpo: sono, hidratação com estratégia, comida simples e rotina. E, para a depressão pós-festa, lembre: a queda emocional costuma passar quando o corpo volta ao eixo.
Quer mais conversas acolhedoras e práticas sobre essa fase? Acompanhe a Hora da Menopausa e traga suas dúvidas para os próximos episódios.
Se este guia te ajudou, continue o arco do pós-folia lendo também os conteúdos abaixo e assine gratuitamente a newsletter do Blog da Menopausa para receber as próximas matérias em primeira mão.








