Ondas de frio na menopausa: calafrios e suores

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Mulher brasileira de meia-idade (40+), em ambiente doméstico acolhedor no fim de tarde, aparece em enquadramento de meio-corpo, sentada ao lado de uma mesa com um copo e uma garrafa de água. Ela cruza os braços sobre o peito e segura um cardigan claro, como se estivesse sentindo frio repentino. Sua expressão é de leve surpresa e desconforto, sem dramatização. Ao fundo, desfocado, há uma cama com manta dobrada e iluminação quente e suave, criando clima íntimo, elegante e acolhedor.

Você sente ondas de frio na menopausa, como um calafrio repentino que aparece do nada, às vezes com tremor, suor e aquela sensação de “corpo gelado”? Você não está imaginando. Esse sintoma pode fazer parte das alterações vasomotoras do climatério, e, quando acontece durante o dia, costuma ser ainda mais confuso, porque “todo mundo fala de calorão”, mas pouca gente fala do frio.

Nesta matéria, vamos explicar o que está por trás das ondas de frio na menopausa, como diferenciar gatilhos comuns de sinais de alerta, e o que fazer na prática.

Se os sintomas estão atrapalhando sua rotina, vale conversar com um especialista. Encontre o profissional ideal em no nosso diretório.

O que são ondas de frio na menopausa e por que acontecem

As ondas de frio na menopausa podem aparecer como:

  • calafrio diurno (prioridade aqui): vem em momentos de estresse, após café/álcool, em ambientes com ar-condicionado, depois de comer pouco ou ficar muito tempo sem se alimentar;
  • calafrio pós-suor noturno: você acorda suada e, quando o suor “seca”, sente frio intenso;
  • sensação de frio sem suar: um “gelado” interno, às vezes com mãos e pés frios.

Leia também: Climatério e menopausa: o que é, sintomas e como lidar

O mecanismo por trás das ondas de frio na menopausa: a termorregulação mais “sensível”

Durante a transição menopausal, a queda e a oscilação do estrogênio podem alterar o “termostato” do cérebro (hipotálamo). Um conceito bem útil é o de zona termoneutra: a faixa em que o corpo consegue manter a temperatura sem acionar respostas como suar (para resfriar) ou tremer (para aquecer). Há evidências de que essa zona fica mais estreita em muitas mulheres com sintomas vasomotores; então pequenas variações já disparam suor, vasodilatação e, em seguida, calafrios ou tremores.

Em uma linguagem bem direta: é como se o corpo “passasse do ponto” tentando regular a temperatura, e o rebote pode ser o frio.

Ondas de frio durante o dia: gatilhos comuns

Alguns gatilhos não são “perigosos”, mas aumentam a chance de ondas de frio aparecerem ou piorarem:

  • Estresse e ansiedade: ativam adrenalina, mudam o fluxo sanguíneo na pele e podem dar tremor/calafrio.
  • Jejum prolongado / alimentação irregular: pode favorecer queda de glicose em algumas pessoas (sensação de fraqueza + frio).
  • Cafeína e álcool: são gatilhos clássicos de sintomas vasomotores em parte das mulheres.
  • Ambientes com ar-condicionado e roupas inadequadas: com o “termostato” mais reativo, a mudança ambiental pesa mais.
  • Sono ruim acumulado: piora a percepção corporal e a tolerância aos sintomas.

Teste prático por 7 dias:

  • Anote 1) horário do calafrio, 2) onde você estava, 3) o que comeu/bebeu, 4) estresse (0–10), 5) se houve suor antes.
    Esse mini-diário ajuda a achar padrão e levar informações relevantes para a consulta.

Leia também: Insônia na menopausa: guia prático para recuperar o sono

Ondas de frio na menopausa: quando é “do climatério” e quando investigar?

A maior parte das ondas de frio na menopausa é benigna e se encaixa em sintomas vasomotores — mas calafrio também pode aparecer em outras condições. O objetivo aqui não é assustar: é dar critério.

Sinais de alerta para buscar avaliação

Procure atendimento médico (ou pronto atendimento, se intenso) se houver:

  • febre ou calafrios “tipo gripe”;
  • perda de peso inexplicada, suores noturnos muito intensos e persistentes;
  • falta de ar, dor no peito, desmaio, confusão, tremor incapacitante;
  • palpitações importantes com mal-estar;
  • início após mudança de medicação (ou retirada) e sintomas fortes;
  • sintomas novos e progressivos em poucas semanas.

Suores noturnos intensos associados a outros sinais podem precisar de investigação, e medicações também podem estar envolvidas.

Se você está na dúvida entre “normal do climatério” e “preciso investigar”, uma avaliação individualizada orienta com segurança. Para isso, acesse o nosso Diretório de Especialistas e encontre o melhor profissional para te atender.

Estratégias práticas para reduzir ondas de frio na menopausa (dia e noite)

Camadas de roupa inteligentes

  • Use camadas finas de roupa (regata + blusa leve + casaco fácil de tirar).
  • Prefira tecidos que respiram e secam rápido (especialmente se você alterna suor e frio).
  • Tenha um lenço/casaco leve “de prontidão” para mudanças de temperatura.

Alimentação e hidratação para estabilizar o corpo

  • Evite ficar muitas horas sem comer se você percebe calafrio + fraqueza.
  • Faça um lanche com proteína + fibra (ex.: iogurte + chia, ovo + fruta, castanhas + fruta).
  • Hidrate-se ao longo do dia (desidratação pode piorar sintomas vasomotores em algumas pessoas).

Noite: como proteger o sono quando há frio pós-suor

O calafrio pós-suor costuma ser um “rebote”: o corpo suou para resfriar e depois esfria demais.

Kit “sono protegido”:

  • Pijama em camadas (ex.: regata + manga longa leve).
  • Um cobertor leve + outro mais quente (você ajusta sem acordar demais).
  • Toalhinha ou camiseta extra ao lado da cama (trocar a peça molhada reduz o frio).
  • Quarto fresco, mas não gelado (o “extremo” piora o vai-e-volta térmico).

Manejo de estresse

Se as ondas de frio na menopausa aparecem em situações de tensão:

  • 2–3 minutos de respiração lenta (ex.: inspirar 4s, soltar 6s) podem reduzir o pico de ativação.
  • Exposição à luz da manhã e rotina de sono ajudam a regular o relógio biológico.

E os produtos da Kefi?

Quando o foco é sono (despertares, dificuldade de pegar no sono, estresse noturno), muitas mulheres buscam suporte com rotinas e suplementação bem escolhida. Nessa lógica, o Sleepy pode entrar como parte de uma estratégia de higiene do sono, e o Balance pode ser lembrado quando a leitora procura apoio global no climatério (principalmente se ela já está trabalhando alimentação, rotina e acompanhamento). O ideal é encaixar isso com orientação profissional, especialmente se usa medicações ou tem condições prévias.

Tabela rápida: o que pode piorar x o que pode ajudar

SituaçãoPode piorar ondas de frio na menopausaPode ajudar na prática
RotinaDormir pouco, horários irregularesRegular horário de sono e luz pela manhã
EstresseReunião tensa, ansiedade, pressaRespiração lenta 2–3 min + pausas curtas
AlimentaçãoJejum prolongado, excesso de café/álcoolLanches com proteína+fibra; reduzir cafeína
AmbienteAr-condicionado direto, mudanças bruscasCamadas finas; casaco leve acessível
NoiteLençol/roupa úmida após suorTrocar peça úmida; cobertas em camadas

Opções de tratamento

Se as ondas de frio na menopausa estão frequentes e atrapalhando sua qualidade de vida, existem vários caminhos, e a escolha depende do seu histórico e dos seus riscos/benefícios.

  • Medidas comportamentais: identificar gatilhos, camadas, rotina de sono e técnicas de regulação do estresse (base do cuidado para todas).
  • Terapia hormonal (TRH): é considerada o tratamento mais eficaz para sintomas vasomotores incômodos em muitas mulheres, quando não há contraindicações e quando indicada por avaliação médica.
  • Opções não hormonais: suplementos, alguns antidepressivos (SSRIs/SNRIs), gabapentina e outras abordagens podem ser usadas em casos selecionados para sintomas vasomotores.

Regra de ouro: se você sente calafrios + suores e isso está “comandando” sua rotina, não é frescura, é sintoma tratável. O melhor tratamento é o que combina segurança clínica + seu contexto.

Portanto, para discutir TRH, opções não hormonais e investigação de causas associadas, acesse o nosso diretório de especialistas e agende agora mesmo uma consulta.

FAQ: dúvidas comuns sobre ondas de frio na menopausa

1) Ondas de frio na menopausa são normais?

Podem ser, especialmente quando aparecem junto de outros sintomas vasomotores (suor, variação súbita de temperatura). Algumas mulheres têm calafrios após um fogacho ou no lugar dele.

2) Por que sinto frio depois de suar à noite?

O suor resfria a pele. Se o corpo “passa do ponto” tentando regular a temperatura, pode vir o calafrio pós-suor (rebote).

3) Posso ter ondas de frio na menopausa sem ter calorões?

Sim. Nem todo mundo descreve fogacho clássico; algumas mulheres percebem mais o “frio”, a oscilação e o tremor.

4) O que mais se confunde com ondas de frio na menopausa?

Infecções com febre, alterações da tireoide, anemia, hipoglicemia, ansiedade intensa e efeitos de medicamentos podem dar sintomas parecidos. Se houver sinais de alerta, vale investigar.

5) Quais hábitos costumam melhorar mais rápido?

Camadas de roupa, rotina de sono consistente, reduzir gatilhos (cafeína/álcool para quem percebe piora), alimentação mais regular e estratégias simples de regulação do estresse.

6) TRH ajuda nas ondas de frio na menopausa?

Se as ondas de frio fazem parte de sintomas vasomotores do climatério, tratar o quadro vasomotor (quando indicado) pode reduzir tanto calorões quanto calafrios associados.

Leia também: Sono na menopausa: como dormir bem protege o coração

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Assista ao episódio da Hora da Menopausa sobre saúde mental nessa fase da vida:

Referências científicas e médicas

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