Massa muscular na menopausa: seu melhor investimento

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Uma mulher madura e atlética sorri enquanto levanta uma barra pesada em uma academia, cercada por outras mulheres que a aplaudem. Ao fundo, um banner destaca a frase: "Massa muscular: seu melhor investimento na menopausa. Saúde & Autonomia.

Você já percebeu que, depois dos 40, aquelas “dietas de janeiro” parecem funcionar cada vez menos? Você corta calorias, faz mais aeróbico, até perde alguns quilos, mas logo o peso volta — muitas vezes acompanhado de mais cansaço, dores e perda de força. A ciência mostra que, nessa fase, o foco não pode ser só o peso na balança, e sim a massa muscular na menopausa.

Na transição para o climatério e na pós-menopausa, o declínio do estrogênio acelera a perda de músculo e osso. O que funcionava aos 30 anos (comer pouco e caminhar) passa a ser insuficiente. Ganhar e preservar massa muscular na menopausa se torna um verdadeiro investimento em metabolismo, ossos fortes e autonomia para o futuro.

Dietas de janeiro x massa muscular na menopausa: a armadilha invisível

Por que cortar calorias demais prejudica sua massa muscular na menopausa

Quando a prioridade é apenas “emagrecer rápido”, a primeira estratégia costuma ser restringir calorias de forma agressiva. O problema é que, sem treino de força e proteína suficiente, o corpo não queima só gordura: queima também músculo.

O músculo é um tecido metabolicamente ativo. Ele gasta energia mesmo em repouso. Se você perde músculo, seu metabolismo basal diminui e fica mais fácil recuperar o peso perdido — só que, desta vez, em forma de gordura.

Na prática, dietas muito restritivas na meia-idade podem significar perder exatamente o que você mais precisa preservar: massa muscular na menopausa.

Efeito sanfona, gordura e perda de massa muscular na menopausa

A literatura mostra que, a partir dos 30 anos, já existe perda natural de massa muscular, entre 3% e 8% por década. Após os 50, esse ritmo pode chegar a aproximadamente 1% ao ano se não houver treino de força.

Mais importante: a perda de força costuma ser de 2 a 5 vezes mais rápida do que a perda de tamanho muscular. Ou seja, você percebe primeiro no dia a dia (abrir potes, carregar compras, subir escadas) antes mesmo de notar visualmente.

Quando o ciclo dieta restritiva → perda de músculo → reganho de peso se repete, a composição corporal piora: menos músculo, mais gordura, mais fadiga — e maior dificuldade para reverter o quadro.

Sarcopenia: quando a perda de massa muscular na menopausa vira risco real

O que é sarcopenia na prática

Sarcopenia é o nome dado à perda progressiva de massa e força muscular associada ao envelhecimento. Não é apenas uma questão estética: trata-se de um problema funcional.

Ela se manifesta quando tarefas simples começam a ficar difíceis: levantar da cadeira sem apoio, subir um lance de escadas, carregar sacolas, ficar em pé muito tempo. Em muitos estudos brasileiros, a sarcopenia está presente em cerca de 20% das mulheres pós-menopausa, chegando a 33% em idosas mais velhas.

Estrogênio, composição corporal e massa muscular na menopausa

O estrogênio tem efeito anabólico, ou seja, ajuda a manter massa muscular e óssea. Com a sua queda na menopausa, o corpo passa a “desmontar” músculo com mais facilidade e a redistribuir gordura, principalmente para a região abdominal.

Sem treino de força e suporte nutricional, a tendência é de aceleração da perda de massa muscular na menopausa, aumento da gordura visceral e maior risco de resistência à insulina, diabetes tipo 2 e outras condições metabólicas.

Sinais do dia a dia de que você está perdendo músculo

Alguns sinais práticos merecem atenção:

  • Ficar mais ofegante em atividades que antes eram fáceis.
  • Perceber que abrir potes, puxar uma porta pesada ou levantar caixas ficou muito mais difícil.
  • Sentir as pernas “bambas” ao subir escadas ou levantar do chão.
  • Perder velocidade no caminhar e evitar ladeiras.

Se você se identificou com vários desses pontos, pode ser hora de olhar com carinho para sua massa muscular na menopausa.

Massa muscular na menopausa como “plano de previdência do corpo”

Cada treino de força é um depósito na sua conta muscular

Pense na sua massa muscular como um patrimônio: quanto mais você tem hoje, maior a reserva para os próximos anos. Cada sessão de treino de força é como fazer um depósito nessa conta.

As diretrizes atuais do American College of Sports Medicine (ACSM) e da OMS apontam que o padrão ouro para adultos 40+ é praticar treinamento de força 2 a 3 vezes por semana, envolvendo os principais grupos musculares.

Para quem está sedentária ou muito cansada, começar com 2 sessões semanais, mais curtas, já gera ganhos importantes de força e coordenação, desde que exista algum desafio real para o músculo.

Músculo “caro”: mais gasto calórico em repouso

O músculo é um tecido “caro” para o corpo: ele consome calorias para ser mantido, mesmo quando você está descansando. Ter mais massa muscular na menopausa significa:

  • Maior gasto energético basal.
  • Mais flexibilidade para ajustar a alimentação sem ganhar peso com tanta facilidade.
  • Melhor sensibilidade à insulina, o que ajuda a manter glicemia sob controle.

Em outras palavras, fortalecer o músculo é uma das formas mais eficientes de proteger seu metabolismo — muito mais do que viver em guerra com a balança.

Músculo forte, ossos mais densos e menos fraturas

Músculo e osso funcionam como “irmãos”. Quando você faz força, o músculo traciona o osso e estimula sua densificação. Estudos mostram que o treino de força com cargas moderadas a altas, bem orientado, melhora a densidade mineral óssea em regiões-chave, como coluna lombar e fêmur.

A estatística é clara: cerca de 1 em cada 3 mulheres acima dos 50 anos terá uma fratura por fragilidade óssea ao longo da vida. A boa notícia é que maior massa muscular está associada a menor risco de osteopenia e osteoporose e, consequentemente, menos fraturas.

De “quero ficar magra” para “quero ficar forte”: o novo mindset da mulher 40+

Corpo funcional primeiro, estética como bônus

Por décadas, muitas mulheres foram ensinadas a perseguir o menor número possível na balança. No climatério, essa lógica não se sustenta.

Quando você coloca a massa muscular na menopausa como prioridade, a ordem muda: primeiro vem a funcionalidade (força, equilíbrio, disposição), depois a estética. Um corpo mais firme passa a ser consequência de um corpo funcional.

Você aos 70+: autonomia é o verdadeiro resultado do treino

Olhe alguns anos à frente. O que você deseja para si aos 70, 80 anos?

  • Conseguir carregar suas próprias compras.
  • Viajar sem depender o tempo todo de ajuda.
  • Subir escadas, levantar do sofá, ir ao banheiro sozinha.
  • Brincar com netos ou sobrinhos sem medo de cair.

O treino que você faz hoje não é apenas para vestir uma roupa específica, mas para garantir a liberdade do seu “eu” futuro.

Cuidar de si sem culpa

Treinar não é punição pelo que você comeu. É cuidado ativo com o seu corpo.

Quando você enxerga exercício de força como parte do seu autocuidado — tanto quanto dormir melhor, beber água ou cuidar da saúde emocional — a culpa dá lugar a uma sensação de protagonismo.

Como ganhar massa muscular na menopausa com segurança

Treino de força para iniciantes: por onde começar

Se você nunca fez musculação ou está parada há muito tempo, a regra é: começar simples, mas consistente.

Alguns princípios importantes:

  • Frequência: 2 a 3 sessões de treino de força por semana.
  • Grandes grupos musculares: priorize exercícios que mexem com o corpo todo, como agachamentos, remadas, empurrar e puxar (máquinas ou pesos livres).
  • Desafio real: trabalhe em faixas de 8 a 12 repetições, com uma carga que faça as últimas repetições ficarem difíceis, mas ainda seguras.

Levantar apenas pesinhos muito leves, com 30–50 repetições, pode até gerar fadiga momentânea, mas tem impacto limitado para reverter sarcopenia ou proteger ossos.

Se você tiver dores articulares, limitações de movimento ou doenças pré-existentes, é fundamental contar com acompanhamento profissional individualizado.

Proteína: quanto comer para construir massa muscular na menopausa

Aqui está um dos maiores gargalos da alimentação feminina: a proteína.

O valor mínimo clássico (RDA) de 0,8 g de proteína por quilo de peso corporal por dia foi definido para evitar desnutrição — não para otimizar saúde muscular.

Para mulheres na pós-menopausa, consensos internacionais sugerem algo em torno de 1,0 a 1,2 g de proteína por quilo de peso/dia. Em termos práticos:

  • Uma mulher de 60 kg deveria mirar em algo próximo de 60 a 72 g de proteína por dia.
  • Isso pode ser distribuído, por exemplo, em 3 refeições com cerca de 20 a 30 g de proteína cada.

Mais importante do que “lotar” o jantar é fracionar a proteína ao longo do dia, para estimular a síntese de massa muscular na menopausa em cada refeição.

Fontes importantes:

  • Ovos, queijos, iogurtes, leite.
  • Peixes, frango, carne bovina em quantidades adequadas.
  • Leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico) combinadas com cereais.
  • Eventualmente suplementos proteicos, quando indicados pelo profissional de saúde.

Sono, recuperação e estresse: o ambiente em que o músculo cresce

Músculo não cresce apenas durante o treino. Ele precisa de descanso, sono de qualidade e controle minimamente adequado do estresse.

Na menopausa, é comum o ciclo: calorões e suores noturnos → sono picado → fadiga no dia seguinte → sedentarismo → mais perda de músculo.

Estudos mostram que mulheres que praticam exercícios combinados (aeróbico + força) relatam melhor qualidade de sono e menos insônia. Ao mesmo tempo, dormir melhor favorece a recuperação muscular e a disposição para treinar, criando um ciclo positivo.

Massa muscular na menopausa e autonomia: força como biomarcador de longevidade

Força de preensão: o aperto de mão que prevê saúde

A força de preensão manual (o quanto você consegue apertar um dinamômetro ou, na prática, um objeto) é hoje considerada um biomarcador importante.

Mulheres com força de preensão abaixo da média apresentam aumento do risco de mortalidade por todas as causas em estimativas que variam de 17% a quase 50%, dependendo do estudo e do nível de fraqueza.

Não é sobre ter um “braço definido” para foto: é sobre ter reserva de força para o corpo inteiro.

Menos quedas, menos internações, mais independência

Baixa massa muscular e força fraca aumentam o risco de quedas e, consequentemente, de fraturas e internações.

Além disso, músculos mais fortes funcionam como uma espécie de “armadura” que protege articulações e ajuda no equilíbrio. Mulheres com maior massa muscular na menopausa têm menor probabilidade de desenvolver osteoporose e de perder autonomia após eventos como quedas e cirurgias.

Investir em força hoje é reduzir a chance de enfrentar longos períodos de imobilidade ou dependência no futuro.

Falta de energia para treinar? Sintomas da menopausa, sono e suplemento certo

Fadiga, névoa mental e fogachos: quando o corpo não acompanha a vontade

Talvez você leia tudo isso e pense: “Eu até quero treinar, mas não tenho energia para começar”.

Isso é muito comum. O climatério pode trazer:

  • Fadiga intensa.
  • Névoa mental e dificuldade de concentração.
  • Sono fragmentado por suores noturnos e calorões.
  • Oscilações de humor.

Esse combo drena a motivação. A boa notícia é que existem estratégias para quebrar esse ciclo — e nenhuma delas exige um treino perfeito de uma hora por dia.

Começar com 20 a 30 minutos de treino de força, 2 vezes por semana, já traz benefícios reais quando comparado ao sedentarismo total. A ideia é construir consistência antes de aumentar a carga.

Mais disposição e o papel do Balance

Além de ajustar o horário das refeições, reduzir estimulantes à noite e criar um ritual de sono, algumas mulheres se beneficiam do uso de suplementos específicos para o climatério, sempre com orientação profissional.

O Kefi Balance é um exemplo de fórmula pensada para essa fase. Ele combina nutrientes como:

  • Fosfatidilserina, associada a melhora de memória, foco, aprendizado e humor.
  • Vitaminas do complexo B (como B2 e B6), que participam da produção de energia, regulam o humor e ajudam a reduzir cansaço e fadiga.
  • Vitamina D, essencial para saúde óssea, imunidade e equilíbrio hormonal.
  • Vitamina E e licopeno, com ação antioxidante, ligados à redução de fogachos e suores noturnos.
  • Boro e outros componentes que apoiam a saúde óssea e metabólica.

Na prática, o equilíbrio de sintomas como fogachos, irritabilidade, cansaço extremo e névoa mental pode devolver a disposição necessária para você construir sua “poupança” de massa muscular na menopausa com mais regularidade.

Como se aprofundar mais:

Se você quer ouvir histórias reais e orientações de especialistas sobre treino de força na meia-idade, vale acompanhar o episódio PodKefi 22 | Musculação na menopausa: como treinar aos 40+, em que conversamos sobre medos mais comuns, mitos e como adaptar os exercícios à rotina.

No Blog da Menopausa, este artigo se conecta a outros conteúdos mais específicos, como:

Eles funcionam como satélites desta matéria, aprofundando pontos práticos sem repetir tudo o que você leu aqui.

Seu plano de previdência muscular começa hoje

Para recapitular:

  • Massa muscular na menopausa é um dos principais investimentos que você pode fazer pela sua saúde futura.
  • Dietas restritivas sem treino de força tendem a roubar músculo, derrubar o metabolismo e piorar o efeito sanfona.
  • Treino de força 2 a 3 vezes por semana, proteína na medida certa e sono melhorado são pilares para preservar músculo, proteger ossos e manter a autonomia.
  • Sua força hoje é um biomarcador de vitalidade amanhã.

Se você quiser continuar aprofundando esse tema com uma curadoria segura e acolhedora, assine a newsletter do Blog da Menopausa e receba conteúdos sobre saúde, exercício, sono e bem-estar diretamente no seu e-mail.

E, da próxima vez que pensar em “emagrecer”, talvez valha reformular a pergunta: o que eu posso fazer hoje para fortalecer minha massa muscular na menopausa e cuidar da minha liberdade no futuro?

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