Apareceu cid da menopausa no seu laudo, prontuário ou atestado e bateu a dúvida: “isso é um diagnóstico?”, “o que significa esse código?” ou “por que colocaram isso no meu exame?”. Respira: na maioria das vezes, o CID é só uma forma padronizada de registrar uma condição de saúde — e não um “rótulo” sobre você.
Neste guia, você vai entender o que é CID-10, quais códigos costumam aparecer relacionados à menopausa (especialmente a família N95), como ler essa informação com calma e o que perguntar ao médico para evitar ruídos.
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CID da menopausa: o que é CID-10
CID significa Classificação Internacional de Doenças. Pense nela como um “dicionário de códigos” usado por profissionais e serviços de saúde para registrar:
- diagnósticos
- sintomas e condições associadas
- motivos de consulta
- justificativas para exames, procedimentos e afastamentos
Um ponto essencial: a menopausa não é uma doença — é um processo natural de transição reprodutiva. O que pode receber um código (como o cid da menopausa na família N95) são situações clínicas associadas (sintomas, queixas, condições que precisam de avaliação, investigação ou tratamento) e também o contexto de estar em perimenopausa/pós-menopausa para orientar decisões de cuidado.
No Brasil, o sistema mais comum no dia a dia é o CID-10. O CID aparece em diferentes contextos: pedido de exame, prontuário, guia de convênio, laudo, relatório médico e atestados.
O CID costuma ter uma letra + números + às vezes um ponto (ex.: N95.1). Essa combinação ajuda a padronizar a informação em sistemas, sem depender apenas de texto livre.
O CID é “diagnóstico definitivo”?
Nem sempre. Em muitos casos, o CID no documento indica:
- uma hipótese (o que está sendo investigado)
- um motivo para pedir exame (por exemplo, “avaliar sangramento pós-menopausa”)
- um contexto clínico (ex.: “paciente em estado do climatério”)
Ou seja: ver “cid da menopausa” não significa, por si só, que alguém “carimbou” uma condição sem conversa. O que vale mesmo é a interpretação clínica do seu caso — e isso acontece na consulta.
CID N95: os códigos mais ligados à menopausa
Quando o assunto é menopausa e perimenopausa, a família de códigos mais comum é N95 (transtornos da menopausa e da perimenopausa).
Veja os principais, em linguagem simples:
- N95.0 – Sangramento pós-menopausa
- Usado quando há sangramento vaginal após a menopausa.
- N95.1 – Estado da menopausa e do climatério feminino
- Pode aparecer para registrar menopausa/perimenopausa e sintomas associados (como fogachos e alteração do sono), dependendo do contexto.
- N95.2 – Vaginite atrófica pós-menopausa
- Relacionado à atrofia vaginal/ressecamento e inflamação por queda hormonal.
- N95.3 – Condições associadas à menopausa artificial
- Usado quando a menopausa é induzida (por cirurgia, alguns tratamentos, etc.).
- N95.8 – Outros transtornos especificados da menopausa e da perimenopausa
- Categoria “guarda-chuva” para situações específicas.
- N95.9 – Transtorno não especificado da menopausa e da perimenopausa
- Usado quando não há detalhamento do subtipo no registro.
CID da menopausa no laudo: onde ele pode aparecer e por quê
A forma mais comum de encontrar CID não é no resultado do laboratório em si, mas em campos como:
- Indicação clínica / hipótese diagnóstica (na requisição)
- História clínica resumida (no laudo de imagem, como ultrassom)
- Diagnósticos ativos (no prontuário)
- Motivo do atendimento (em guia/encaminhamento)
Em exames laboratoriais
Em exames de sangue, o resultado normalmente traz valores (por exemplo, hormônios) e intervalos de referência. O CID pode aparecer:
- no pedido do exame (para justificar a solicitação)
- em sistemas de convênio/autorizações
Mas nem sempre o laboratório imprime isso no papel final. Quando aparece, costuma ficar em “Dados clínicos”, “CID” ou “Indicação”.
Em laudos de imagem como ultrassom, mamografia, densitometria
Aqui é bem comum o radiologista receber um contexto clínico para interpretar melhor o exame. Exemplo: “pós-menopausa”, “sangramento pós-menopausa”, “dor pélvica”, “uso de terapia hormonal”. O CID pode vir junto.
Em prontuários médicos
No prontuário, o CID ajuda a organizar o acompanhamento (por exemplo, sintomas do climatério, atrofia vaginal, sangramentos, comorbidades). Isso é útil para continuidade do cuidado — especialmente quando você passa por mais de um profissional.
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CID da menopausa e perimenopausa: por que um código pode variar
Menopausa e perimenopausa são vivências clínicas, e o registro pode mudar conforme:
- fase da transição (perimenopausa vs pós-menopausa)
- tipo de menopausa (natural vs induzida)
- sintoma que motivou a consulta (sangramento, ressecamento vaginal, fogachos, sono)
- nível de detalhe no registro (especificado ou “não especificado”)
Isso explica por que duas pessoas (ou até a mesma pessoa, em momentos diferentes) podem ver códigos diferentes da família N95.
Leia também: Climatério e menopausa: o que é, sintomas e como lidar
CID da menopausa em atestados
Essa é uma dúvida muito comum — e importante.
O que um atestado precisa ter para ser válido
Em geral, o atestado foca em:
- identificação do paciente
- tempo de afastamento/repouso
- identificação do profissional (assinatura, carimbo/CRM)
O diagnóstico (e o CID) não deveria aparecer automaticamente se você não quiser.
Posso pedir atestado sem CID?
Sim. Em regra, o diagnóstico só entra no atestado quando há autorização expressa da paciente. Isso protege sua privacidade.
Na prática, se você não se sente confortável em expor o “cid da menopausa” (ou qualquer CID), você pode dizer algo como:
- “Prefiro que o atestado venha sem CID/diagnóstico, por favor.”
Se a sua situação envolver perícia (por exemplo, processos previdenciários), pode haver necessidade de um relatório mais completo. Nesses casos, vale conversar com o médico sobre:
- qual documento vai para a perícia
- qual documento vai para o trabalho
- como preservar sua privacidade sem atrapalhar o objetivo do documento
CID e privacidade: um lembrete importante
Dados de saúde são sensíveis. Se você está levando um atestado para o RH, para a escola/curso ou para outro serviço, é normal querer o mínimo necessário para cumprir a finalidade do documento.
Leia também: Menopausa no trabalho: como lidar e manter a carreira
3 exemplos de como o CID pode aparecer
A ideia aqui não é você “decorar códigos”, e sim ganhar autonomia para entender o contexto.
Exemplo 1: “CID-10: N95.1”
Como pode aparecer no documento:
- “CID: N95.1 – estado do climatério”
O que geralmente significa:
- o profissional registrou que você está em fase de transição menopausal/menopausa e isso ajuda a contextualizar sintomas (como fogachos e alterações do sono).
O que perguntar na consulta:
- “Esse código está relacionado aos meus sintomas atuais?”
- “Você considera que estou em perimenopausa ou pós-menopausa?”
Exemplo 2: “CID-10: N95.2”
Como pode aparecer no documento:
- “CID: N95.2 – vaginite atrófica pós-menopausa”
O que geralmente significa:
- há registro de atrofia vaginal/ressecamento e irritação, comum após a queda de estrogênio.
O que perguntar na consulta:
- “Isso explica ardor, secura, dor na relação ou infecções recorrentes?”
- “Quais opções existem (hidratantes vaginais, terapias locais, mudanças de hábito)?”
Exemplo 3: “CID-10: N95.0”
Como pode aparecer no documento:
- “CID: N95.0 – sangramento pós-menopausa”
O que geralmente significa:
- houve sangramento após a menopausa e o médico registrou isso como motivo de investigação.
O que perguntar na consulta:
- “Qual é a provável causa no meu caso?”
- “Quais exames e em que prazo devo fazer?”
Quando o CID exige atenção rápida: sinais de alerta
Alguns registros relacionados à menopausa pedem uma postura mais ativa — especialmente quando envolvem sangramento.
Procure avaliação médica sem adiar se você tiver:
- qualquer sangramento vaginal após a menopausa (mesmo pequeno)
- sangramento com dor pélvica intensa
- sangramento com tontura, fraqueza importante ou sensação de desmaio
Isso não é para te assustar: na maioria das vezes há causas benignas. Mas é um daqueles sintomas que merece checagem com calma e método.
Se você está com sangramento, dor pélvica ou sintomas que estão te preocupando, busque avaliação com uma ginecologista no Diretório de Especialistas do Blog da Menopausa.
Leia também: Primeiros sinais da menopausa: saiba como identificá-los
Para levar com você
- CID é um código de classificação — não um julgamento.
- A família N95 é a mais ligada a menopausa/perimenopausa.
- O CID pode aparecer em pedidos de exame, laudos de imagem, prontuários e atestados.
- Em atestados, o diagnóstico/CID deve respeitar sua privacidade.
- Sangramento pós-menopausa é um sinal de alerta que merece avaliação.
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