Incontinência urinária na menopausa: os exercícios ajudam

0Shares
Mulher sentada em frente ao vaso sanitário com as mãos sobre a pelve, representando sintomas de incontinência urinária na menopausa.

A incontinência urinária na menopausa é mais comum do que se imagina. Muitas mulheres relatam escapes de urina ao tossir, rir ou até levantar da cama — algo que afeta a autoestima, a vida social e até o sono. Mas há solução: exercícios simples e eficazes podem ajudar a recuperar o controle e o bem-estar.

Neste artigo, vamos explorar as causas da incontinência urinária após os 40, explicar como os exercícios para o assoalho pélvico funcionam, e mostrar o que a ciência diz sobre esse cuidado essencial na menopausa.


O que é incontinência urinária na menopausa?

A incontinência urinária é a perda involuntária de urina. Ela pode se manifestar de diferentes formas e costuma se intensificar após a menopausa. Estima-se que entre 40% e 60% das mulheres acima de 50 anos experimentem algum tipo de escape urinário.

Tipos mais comuns de incontinência urinária na menopausa

  • a incontinência de esforço (SUI): ocorre ao tossir, espirrar, rir ou fazer exercícios.
  • a incontinência de urgência (UUI): caracterizada por uma vontade repentina e urgente de urinar.
  • e a incontinência mista (MUI): combina os dois tipos anteriores.

Por que os sintomas pioram após os 45?

Com a queda dos níveis de estrogênio, estruturas como a bexiga, uretra e os músculos do assoalho pélvico perdem tônus, elasticidade e colágeno. Essa fragilidade muscular e tissular favorece a incontinência urinária na menopausa. Além disso, fatores como obesidade, histórico de parto vaginal, diabetes e sedentarismo também contribuem.


Qual a relação entre incontinência urinária na menopausa e o assoalho pélvico?

O assoalho pélvico é formado por um conjunto de músculos, ligamentos e tecidos que sustentam órgãos como útero, bexiga e reto. Com a menopausa, essa região pode perder firmeza, principalmente devido à diminuição do estrogênio.

O papel do estrogênio nos músculos e na bexiga

Estudos mostram que o estrogênio regula a vascularização, a produção de colágeno e a capacidade de contração dos músculos da pelve. Quando seus níveis caem, o esfíncter da uretra perde força e a mucosa da bexiga torna-se mais sensível, o que favorece sintomas como urgência urinária e escapes noturnos (noctúria).

Síndrome geniturinária da menopausa: o que é?

Esse é o nome mais atual para o conjunto de sintomas vaginais e urinários associados à falta de estrogênio. Inclui secura vaginal, dor na relação sexual, ardência ao urinar e incontinência. Saiba mais na matéria Ressecamento na menopausa: causas e soluções naturais.


Exercícios para o assoalho pélvico funcionam mesmo?

Sim. E os estudos são unânimes: o treinamento dos músculos do assoalho pélvico (PFMT, em inglês) é altamente eficaz como primeira linha de tratamento para a incontinência urinária, especialmente a de esforço e a mista.

O que dizem os estudos científicos mais recentes

  • Um guia clínico da EMAS (European Menopause and Andropause Society) recomenda os exercícios como primeira escolha terapêutica.
  • O fortalecimento do assoalho pélvico melhora o suporte da bexiga e da uretra, prevenindo perdas urinárias ao tossir ou levantar peso.
  • Também ajuda a inibir contrações involuntárias da bexiga, comuns na incontinência de urgência.

Diferença entre exercícios caseiros e fisioterapia especializada

Embora muitas mulheres consigam fazer os exercícios sozinhas, outras têm dificuldade em localizar e contrair corretamente os músculos certos. Nesses casos, o acompanhamento de uma fisioterapeuta especializada é essencial.

No PodKefi 15 | Fisioterapia Pélvica: Saúde, Sexualidade e Autoestima, a especialista Patrícia Marafão explica como a fisioterapia pélvica pode transformar a qualidade de vida de mulheres no climatério e na menopausa.


Como começar: passo a passo seguro para iniciantes

Como identificar os músculos do assoalho pélvico

Uma forma simples é simular a interrupção do xixi no meio do caminho (sem fazer isso durante o ato de urinar com frequência!). Os músculos ativados nesse momento são os do assoalho pélvico.

Dicas práticas para incluir os exercícios no dia a dia

  • Contraia os músculos por 5 segundos, depois relaxe por mais 5.
  • Repita o ciclo 10 vezes, 3 vezes ao dia.
  • Faça isso sentada, deitada ou em pé — o importante é manter a regularidade.
  • Evite prender a respiração ou contrair glúteos e coxas durante o exercício.

Quando procurar ajuda profissional?

Sinais de que é hora de consultar uma fisioterapeuta

  • Dificuldade em localizar ou contrair os músculos certos.
  • Sintomas persistentes de incontinência, mesmo com os exercícios.
  • Presença de dor, desconforto ou histórico de cirurgias pélvicas.

Outros tratamentos que podem complementar os exercícios para incontinência urinária na menopausa

  • Estrogênio vaginal local: indicado para síndrome geniturinária, ajuda na qualidade da mucosa vaginal e uretral.
  • Mudanças de estilo de vida: perder peso, evitar cafeína e parar de fumar.
  • Tratamentos avançados: em casos mais graves, podem ser considerados medicamentos, eletroestimulação ou cirurgia.

Dica bônus: vídeos com exercícios simples para praticar em casa

No nosso perfil do Instagram @vivakefi, você encontra vídeos com demonstrações guiadas por profissionais de saúde. Uma forma leve, segura e motivadora de começar sua prática.


Leia também:


Quer continuar aprendendo?

Cadastre-se na nossa newsletter e receba dicas, novidades e conteúdo confiável direto no seu e-mail. A menopausa pode ser um renascimento. E você não está sozinha nessa jornada.

0Shares

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *