Sexualidade na menopausa: como reacender a conexão

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Casal de meia-idade, sentado na cama de um quarto aconchegante com luzes quentes, olha-se com ternura e de mãos dadas. A mulher usa uma camisola e roupão de cetim e o homem uma camiseta escura, com um jogo de cartas "Intimacy Prompts" e dados na mesa de cabeceira, ilustrando a intimidade e a sexualidade na menopausa.

A sexualidade na menopausa costuma vir acompanhada de perguntas silenciosas: “Será que é normal eu ter menos desejo?”, “E se doer?”, “Como eu falo disso sem virar cobrança?”. Se você está vivendo algo assim, respira comigo: mudanças nessa fase são comuns e não significam o fim do prazer ou da intimidade.

A boa notícia é que a sexualidade na menopausa pode ganhar um novo formato — muitas vezes mais maduro, mais conversado e até mais gostoso — quando o casal aprende a cuidar do corpo, acolher as emoções e trazer leveza (e brincadeira) para a conexão.

Sexualidade na menopausa: o que muda no corpo

Na menopausa, a queda do estrogênio afeta tecidos, circulação e respostas do corpo ao estímulo. Isso pode interferir na excitação, no conforto e na disposição para o sexo — e entender esses “porquês” tira um peso enorme das costas.

Sexualidade na menopausa e a síndrome geniturinária

Um termo importante (e bem comum) é a Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM). Ela reúne sintomas como:

  • ressecamento vaginal
  • ardor ou irritação
  • dor na relação (dispareunia)
  • sensação de “atrito” mesmo com desejo
  • urgência urinária ou desconfortos urinários

Esses sintomas têm tratamento e, na maioria dos casos, melhoram bastante com medidas adequadas.

Sexualidade na menopausa e o ciclo “dor → evitação”

Quando existe dor, é muito humano o corpo “aprender” a evitar o que machuca. Aí entra um ciclo difícil:

  1. tenta → dói
  2. vem medo/ansiedade
  3. evita
  4. diminui a confiança e a vontade
  5. aumenta a distância do casal

A regra aqui é simples e gentil: dor não é normal e não deve ser tolerada. Se algo incomoda, o caminho é ajustar — não insistir.

Sexualidade na menopausa: desejo também é cérebro e emoção

Desejo não é um botão hormonal. Ele é uma mistura de corpo + mente + contexto. Por isso, a sexualidade na menopausa sofre com coisas que parecem “não sexuais”, como estresse, sono ruim e sobrecarga mental.

Sexualidade na menopausa e o impacto do estresse e do sono

Cansaço crônico, ansiedade e noites mal dormidas derrubam energia, humor e libido. Às vezes, o primeiro passo para melhorar a sexualidade na menopausa não é “tentar mais” — é descansar melhor, reduzir tensão e recuperar vitalidade.

Leia também: Biohacking do sono: estratégias eficazes na perimenopausa

Sexualidade na menopausa e a qualidade da conexão do casal

Muitas mulheres descrevem que o desejo aparece quando se sentem:

  • seguras
  • admiradas
  • escutadas
  • com espaço emocional
  • sem pressão de “ter que”

Aqui, “brincar” (combinados, jogos, desafios leves) não é infantilizar o casal — é criar um ambiente seguro para voltar a experimentar proximidade.

Sexualidade na menopausa: o que ajuda de verdade com passos práticos

Se você pudesse levar uma coisa deste artigo, que fosse isso: na sexualidade na menopausa, consistência é mais importante do que intensidade.

Sexualidade na menopausa e um check-in de 10 minutos

Uma conversa curta, sem julgamento, já muda o clima. Teste este roteiro:

  • “Como você tem se sentido no seu corpo?”
  • “O que te dá mais conforto e o que te tira do clima?”
  • “O que você gostaria de receber mais: carinho, elogio, tempo, ajuda?”
  • “Vamos escolher uma coisa leve para tentar essa semana?”

Dica de ouro: evite abrir a conversa na cama, “na hora H”. Prefira um momento neutro.

Sexualidade na menopausa e carinho sem meta

Quando o casal volta a se tocar com presença (sem obrigação de chegar “até o fim”), o corpo reaprende a sentir prazer com segurança.

Uma técnica usada em terapia sexual é o foco sensorial (às vezes chamado de sensate focus): explorar toque, respiração e atenção ao corpo sem colocar orgasmo ou penetração como objetivo.

Você pode começar assim:

  • 10 minutos de abraço e respiração juntos
  • depois, 10 minutos de carinho em áreas “neutras” (mãos, braços, costas, cabelo)
  • se estiver confortável, ampliar aos poucos
  • se algo incomodar, reduzir e ajustar

Isso fortalece confiança e pode melhorar muito a sexualidade na menopausa ao longo das semanas.

Sexualidade na menopausa e conforto físico: lubrificante, hidratante e avaliação médica

Para ressecamento e desconforto, costuma funcionar uma combinação de:

  • lubrificante íntimo à base de água (para reduzir atrito no momento)
  • hidratante vaginal (uso regular, para melhorar conforto ao longo dos dias)
  • avaliação com ginecologista quando há dor persistente, ardor, fissuras, sangramento ou infecções recorrentes

Em casos moderados a intensos de SGM, diretrizes clínicas apontam que tratamentos locais (como terapias hormonais vaginais em baixa dose, quando indicadas) podem ser muito eficazes — e a decisão deve ser individualizada com profissional de saúde.

💡 Para se aprofundar: a fisioterapia pélvica pode ser uma grande aliada quando há dor, desconforto, tensão muscular ou dificuldade de relaxar na relação. Ela trabalha consciência corporal, mobilidade, relaxamento e fortalecimento quando necessário — sempre com acolhimento e respeito aos limites.

🎧 Ouça também: PodKefi 15 | Fisioterapia Pélvica: Saúde, Sexualidade e Autoestima para Mulheres 40+.

Sexualidade na menopausa e baixa libido persistente: quando investigar outras causas

Se a libido caiu muito e isso traz sofrimento, vale investigar:

  • dor (mesmo “discreta”)
  • medicamentos (antidepressivos, por exemplo)
  • depressão/ansiedade
  • problemas de relacionamento
  • alterações da tireoide, anemia, diabetes
  • imagem corporal e autoestima

Em casos específicos, existe discussão sobre terapias hormonais. Por exemplo, consensos internacionais apontam que testosterona tem indicação baseada em evidência apenas para algumas mulheres com transtorno do desejo sexual hipoativo (HSDD), sempre com prescrição e acompanhamento médico.

Sexualidade na menopausa: brincadeiras para reconectar o casal

A proposta aqui é simples: trazer novidade + leveza + consentimento para a rotina. Brincadeiras funcionam porque tiram o casal do “modo cobrança” e colocam no “modo curiosidade”.

Antes de começar, combinem dois pilares da sexualidade na menopausa:

  • sem pressão: qualquer pessoa pode pausar ou parar
  • sem adivinhação: vocês vão falar claramente o que está bom e o que não está

Sexualidade na menopausa e o “semáforo do consentimento”

Escolham palavras fáceis:

  • Verde: “continua”
  • Amarelo: “mais devagar / menos intenso”
  • Vermelho: “para agora”

Isso aumenta segurança e melhora a experiência para os dois.

Sexualidade na menopausa: 12 ideias de brincadeiras leves (do simples ao mais íntimo)

Escolha 1 para testar nesta semana:

  1. Cartas de perguntas: cada um responde 3 perguntas sobre carinho, desejo e limites.
  2. Elogio guiado: 1 minuto dizendo o que admira no outro (sem ironia, sem “mas”).
  3. Encontro em casa: arrumar a mesa, música e conversa (sem celular).
  4. Massagem em turnos (5 min + 5 min): um cuida, depois troca.
  5. Banho a dois: com foco em relaxar e rir, não em performance.
  6. Caça ao tesouro: bilhetes com memórias boas e convites leves.
  7. Menu do carinho: cada um escolhe 2 itens (abraço, beijo, cafuné, massagem, conversa).
  8. Playlist do casal: 3 músicas que lembram vocês — e uma nova para “recomeço”.
  9. Noite do “slow”: 20 minutos só de presença e toque suave.
  10. Desafio do riso: contar a história mais engraçada do casal e terminar com abraço longo.
  11. Cartão de “hoje eu preciso de…”: cada um completa a frase (atenção, colo, apoio, desejo, silêncio).
  12. Jogo de intimidade (para adultos): se vocês gostam, jogos podem ajudar a conversar e propor desafios leves com regras claras.

Se você optar por jogos, escolha os que:

Sexualidade na menopausa: como propor sem parecer cobrança

Uma frase certa abre portas. Três opções prontas:

  • “Eu sinto falta da gente. Topa uma brincadeira leve, sem obrigação?”
  • “Quero que seja bom e confortável pra nós dois. Vamos começar devagar?”
  • “Se em algum momento ficar estranho, a gente ajusta. O objetivo é conexão.”

Na sexualidade na menopausa, o convite mais potente é o que transmite: segurança + liberdade + carinho.

Sexualidade na menopausa: quando é sinal de alerta

Procure avaliação (ginecologista, fisioterapeuta pélvica, sexologia/terapia) se houver:

  • dor persistente na relação
  • sangramento após relação
  • ardor intenso, fissuras, feridas
  • infecções recorrentes
  • queda importante de desejo com sofrimento emocional
  • ansiedade intensa associada ao sexo

A SGM é frequente e tratável, e existem recomendações claras sobre opções não hormonais e hormonais conforme intensidade dos sintomas.

Perguntas frequentes sobre sexualidade na menopausa

Sexualidade na menopausa acaba?

Não. Ela muda. Muitas mulheres relatam uma vida sexual satisfatória quando encontram conforto físico e reconexão emocional.

Ressecamento vaginal tem solução?

Na maioria dos casos, sim: lubrificantes, hidratantes vaginais e, quando indicado, terapias locais.

Dá para ter prazer sem penetração?

Sim. Prazer é mais amplo do que um “tipo” de relação. Toque, presença, intimidade e criatividade contam muito.

Meu parceiro acha que é “falta de interesse”. Como explico?

Explique que desejo depende de conforto e contexto. Convide para cuidar disso juntos, sem culpa.

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Conclusão

Se a sexualidade na menopausa tem sido um tema sensível para você, comece pequeno: escolha uma brincadeira desta lista e teste por uma semana, sem cobrança. Pequenos “sim” repetidos criam uma nova história no corpo e no relacionamento.

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Referências

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