Ressaca na menopausa: guia de sobrevivência pós-festa

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Grupo de mulheres maduras e felizes brindando com coquetéis em um jardim festivo, ilustrando um momento de celebração que pode trazer preocupações sobre a ressaca na menopausa devido à maior sensibilidade ao álcool nessa fase.

Acordar depois de uma noite divertida e sentir que o corpo “virou contra você” é cada vez mais comum depois dos 40. A cabeça pesa, o sono parece que não existiu, o calorão vem do nada e a sensação é de que a ressaca na menopausa dura mais de um dia.

Antes de tudo, um alívio: não é frescura, nem sinal de que você “ficou fraca para bebida”. Com a queda de estrogênio, mudanças no fígado, no sono e no cérebro, o álcool encontra um corpo diferente do que você tinha aos 20 ou 30 anos. Este guia mostra o que acontece e como montar um protocolo de sobrevivência para o pós-festa.

Ressaca na menopausa ou sintomas do climatério?

Nem todo mal-estar depois da festa é apenas álcool. Muitas vezes, a ressaca se mistura com sinais do climatério e deixa tudo mais confuso.

Quando parece mais “cara de ressaca”

Alguns sinais são clássicos da ressaca comum:

  • Sede intensa e boca muito seca.
  • Dor de cabeça pulsátil, que piora com luz ou barulho.
  • Enjoo, mal-estar no estômago ou aversão a cheiros fortes.
  • Cansaço geral e dificuldade de concentração.

Se esses sintomas melhoram ao longo do dia com hidratação, alimentação leve e descanso, provavelmente o álcool é o principal responsável.

Quando lembra mais sintomas da menopausa

Outros sinais têm mais a ver com o climatério, mas podem ser disparados ou piorados pelo álcool:

  • Calorão súbito, principalmente no rosto, pescoço e peito.
  • Suor noturno que molha o pijama ou o lençol.
  • Palpitações, sensação de coração acelerado.
  • Insônia de despertar, como acordar às 3h e não conseguir voltar a dormir.
  • Oscilações de humor, irritabilidade e maior sensibilidade emocional.

Aqui, a ressaca na menopausa é uma soma: o álcool funciona como gatilho em um organismo que já está mais sensível.

E quando é um pouco dos dois?

Na prática, a maioria das mulheres sente um misto de ressaca e sintomas do climatério. A mesma taça de vinho que antes não fazia diferença agora pode desencadear uma sequência de mal-estares físicos e emocionais.

Nesses casos, entender o que o álcool faz no corpo aos 40+ ajuda a tomar decisões mais inteligentes antes, durante e depois da festa.

Leia também: Álcool e menopausa: o que a ciência já sabe

O que o álcool faz no corpo da mulher 40+

Com o passar dos anos e a aproximação da menopausa, o metabolismo não é mais o mesmo. O álcool encontra um cenário diferente em vários órgãos.

Metabolização mais lenta: seu fígado não é mais o mesmo

O fígado é o principal responsável por quebrar o álcool e eliminá-lo do organismo. Com a idade, essa metabolização tende a ficar mais lenta. Além disso, a composição corporal muda: geralmente há menos massa magra e mais gordura, o que também altera a forma como o álcool é distribuído.

Resultado: a mesma quantidade de bebida que antes parecia “leve” agora gera níveis mais altos de álcool no sangue, por mais tempo.

Termostato desregulado: álcool como gatilho de fogachos

O estrogênio participa da regulação da temperatura corporal. Quando seus níveis caem, o “termostato interno” fica mais instável. O álcool, por sua vez, causa vasodilatação — os vasos sanguíneos se dilatam, aumentando a sensação de calor e vermelhidão.

Para uma mulher que já vive com fogachos, uma taça de vinho ou alguns drinks podem ser suficientes para desencadear suores intensos à noite e sensação de fervura ao longo do dia seguinte.

Açúcar, glicemia e a famosa “hangxiety”

Muitos drinks são ricos em açúcar: refrigerantes, licores, xaropes, sucos concentrados. Eles provocam picos de glicose no sangue, seguidos de quedas bruscas. Esse sobe e desce glicêmico pode contribuir para:

  • Irritabilidade.
  • Ansiedade.
  • Fadiga e sensação de “pane geral”.

Quando se soma isso às oscilações hormonais do climatério, o resultado pode ser uma ressaca na menopausa mais longa, com direito a “ressaca moral” e pensamento acelerado.

Álcool e sono: você apaga, mas não descansa

Muita gente sente sono logo após beber e acredita que o álcool “ajuda a dormir”. O que acontece, na verdade, é diferente:

  • O álcool pode acelerar o início do sono, mas fragmenta a noite.
  • Há redução do sono REM, fase importante para memória, equilíbrio emocional e sensação de descanso.
  • Os despertares noturnos ficam mais frequentes, especialmente na segunda metade da noite.

Para quem já sofre com insônia da menopausa, esse efeito é ainda mais intenso. O resultado é um dia seguinte com cansaço acumulado, névoa mental e irritabilidade.

Leia também: Névoa mental na menopausa: conheça as causas e como aliviar

Antes da festa: como prevenir uma ressaca na menopausa

Nem sempre é possível — ou desejado — abrir mão total da bebida. Mas é possível reduzir os impactos sabendo se preparar antes.

Coma bem antes de beber

Beber em jejum é convite para o mal-estar. Antes de sair ou abrir o primeiro drink:

  • Faça uma refeição com proteínas (ovos, queijos magros, iogurte, leguminosas).
  • Inclua gorduras boas (azeite de oliva, abacate, castanhas).
  • Acrescente fibras (saladas, frutas, verduras, grãos integrais).

Essa combinação ajuda a reduzir a velocidade de absorção do álcool e a proteger um pouco mais seu organismo.

Alterne água e bebida alcoólica

Uma regra simples pode fazer grande diferença na ressaca na menopausa:

  • A cada taça ou dose, um copo de água.
  • Se a festa for longa, intercalar também momentos sem álcool, optando por bebidas não alcoólicas.

Além de hidratar, essa estratégia naturalmente reduz o total de álcool ingerido.

Escolha seu drink com inteligência

Algumas escolhas tendem a pesar mais:

  • Drinks muito doces ou com xaropes açucarados.
  • Misturar vários tipos de bebida na mesma noite.
  • Beber rápido demais, sem intervalos.

Sempre que possível, prefira opções menos açucaradas e beba devagar, prestando atenção aos sinais do corpo.

Quando o melhor é não beber

Existem situações em que o álcool não é recomendado e pode até ser perigoso. Entre elas:

  • Uso de certos medicamentos (como alguns antidepressivos, ansiolíticos, remédios para dormir ou para o fígado).
  • Doenças do fígado, do pâncreas ou do coração.
  • Histórico pessoal ou familiar de dependência alcoólica.
  • Diagnóstico de câncer de mama ou outros tumores hormônio-dependentes, conforme orientação médica.

Se você se encaixa em algum desses grupos, vale conversar com seu médico sobre o consumo de álcool e, se necessário, buscar alternativas para celebrar sem bebida alcoólica.

Protocolo de sobrevivência pós-festa na menopausa

Se a festa já aconteceu e o estrago está feito, não adianta culpa. Agora é hora de cuidar do corpo e da mente para se recuperar da ressaca na menopausa com mais gentileza.

Hidratação estratégica ao longo do dia

No dia seguinte, a palavra de ordem é hidratar:

  • Água em pequenos goles ao longo do dia.
  • Água de coco ou bebidas com eletrólitos naturais, se não houver restrição médica.
  • Chás suaves, como camomila ou erva-doce, podem ajudar no conforto digestivo.

Evite refrigerantes açucarados e bebidas energéticas, que podem piorar a irritabilidade e a oscilação de glicose.

Café da manhã anti-inflamatório

O clássico “curar a ressaca” com gordura e carboidrato em excesso tende a piorar a situação. Em vez de pão branco, bolo e frituras, prefira:

  • Ovos mexidos ou omelete com legumes.
  • Frutas frescas, especialmente as ricas em água, como melão e melancia.
  • Iogurte natural com aveia e sementes.
  • Abacate, que oferece gorduras boas e contribui para a saciedade.

Esse tipo de refeição ajuda a estabilizar a energia, o humor e a glicemia.

Movimento suave: o corpo precisa de gentileza

No dia da ressaca, não é o momento de cobrar o melhor treino da semana. Em vez disso:

  • Faça uma caminhada leve ao ar livre.
  • Alongue o corpo com yoga ou alongamentos simples.
  • Respire profundamente, deixando o corpo retomar o ritmo aos poucos.

O objetivo é estimular a circulação e liberar tensão, não esgotar ainda mais as reservas.

Cuidando da “ressaca emocional”

A ressaca não é só física. Muitas mulheres relatam arrependimento, vergonha, tristeza ou ansiedade no dia seguinte.

Algumas estratégias que podem ajudar:

  • Registrar pensamentos e sentimentos em um caderno, sem julgamento.
  • Falar com uma amiga de confiança sobre como se sente.
  • Usar técnicas de respiração profunda ou meditação guiada.

Se a “ressaca moral” é frequente ou se a bebida vira fuga para lidar com emoções difíceis, pode ser importante buscar ajuda profissional.

Leia também: Menopausa e saúde mental: 7 impactos e como lidar

Sono depois da ressaca na menopausa: como se recuperar

Entre todos os efeitos da ressaca na menopausa, o sono é um dos mais importantes. Uma noite mal dormida pode comprometer vários dias.

O que o álcool fez com seu sono na noite da festa

Na noite da festa, o álcool tende a:

  • Reduzir o tempo de sono profundo e de sono REM.
  • Aumentar os despertares noturnos, especialmente na segunda metade da noite.
  • Deixar o corpo desidratado, o que também prejudica o descanso.

Não à toa, muitas mulheres relatam acordar várias vezes, sentir calor, suar e, mesmo assim, levantar pela manhã como se não tivessem dormido.

Higiene do sono na noite seguinte

A noite após a festa é uma oportunidade de reparar parte do dano. Algumas atitudes ajudam:

  • Evitar telas brilhantes (celular, computador, TV) pelo menos 1 hora antes de deitar.
  • Reduzir cafeína à tarde e à noite.
  • Fazer uma refeição leve no jantar, evitando pratos muito gordurosos ou açucarados.
  • Manter o quarto escuro, silencioso e com temperatura agradável.

Criar um pequeno ritual de desaceleração — banho morno, leitura leve, respiração profunda — sinaliza ao cérebro que é hora de descansar.

Fitonutracêuticos como apoio: onde entra o Kefi Sleepy

Para algumas mulheres, especialmente na fase do climatério, o corpo precisa de uma ajuda extra para reorganizar o sono depois de uma noite ruim.

Fitoativos e nutrientes como melatonina, triptofano, magnésio e vitaminas do complexo B podem contribuir para:

  • Regular o ciclo sono-vigília.
  • Facilitar o início do sono.
  • Melhorar a qualidade do sono ao longo da noite.

O Kefi Sleepy foi desenvolvido justamente para oferecer suporte ao sono da mulher 40+, com uma combinação de ingredientes pensada para essa fase. Ele não substitui mudanças de estilo de vida nem acompanhamento médico, mas pode ser um aliado importante para que o cansaço da ressaca não se arraste pela semana toda.

Se você tem doenças crônicas, usa medicações contínuas ou já fez tratamento para câncer, converse com sua médica ou médico antes de usar qualquer suplemento.

Quando a ressaca não é só ressaca: sinais de alerta

Mesmo entendendo a ressaca na menopausa, é importante reconhecer situações em que o mal-estar ultrapassa o esperado.

Procure atendimento médico imediato se você tiver

  • Dor no peito, aperto ou queimação que se irradia para braço, costas ou mandíbula.
  • Falta de ar intensa ou dificuldade para respirar.
  • Confusão mental, dificuldade para falar ou fraqueza em um lado do corpo.
  • Dor de cabeça súbita e muito intensa, diferente do habitual.
  • Vômitos persistentes ou incapacidade de manter líquidos.

Esses sinais podem indicar problemas mais graves, que não devem ser atribuídos apenas ao álcool ou à menopausa.

Observe com carinho se você perceber

  • Palpitações frequentes, mesmo em dias sem bebida.
  • Ansiedade intensa e contínua, sem motivo claro.
  • Tristeza profunda, perda de interesse nas atividades e falta de energia por semanas.
  • Insônia que não melhora, mesmo em dias em que você não bebeu.

Nesses casos, vale marcar uma consulta para conversar sobre o conjunto de sintomas. Cuidar da saúde mental e cardiovascular é parte essencial do cuidado na menopausa.

Celebrar com inteligência na menopausa

A mensagem não é “pare de festejar”, nem “nunca mais beba”. A ideia é que você conheça melhor sua nova biologia para fazer escolhas conscientes — seja para brindar com uma taça de vinho, seja para preferir um drink sem álcool.

Entender a ressaca na menopausa ajuda a tirar a culpa e colocar no lugar o autocuidado: comer bem, hidratar, dormir com qualidade e respeitar os sinais do corpo.

Se quiser continuar aprendendo sobre essa fase e encontrar caminhos mais leves para viver o climatério, acompanhe:

  • O Blog da Menopausa, com conteúdos semanais sobre saúde, sono, hormônios e bem-estar.
  • O PodKefi, nosso videocast, com episódios sobre autoestima, inteligência emocional e os desafios da mulher 40+.
  • O programa de rádio Hora da Menopausa, com especialistas convidados falando sem tabu sobre essa fase.

E, claro, observe como seu corpo reage ao álcool. A melhor medida será sempre aquela que combina prazer, segurança e respeito pela sua história.

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