Colesterol na menopausa: como proteger seu coração

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Mulher na menopausa mostrando força física em ambiente de treino, representando vitalidade e cuidado com o colesterol na menopausa.

O colesterol na menopausa merece atenção especial. A queda natural dos hormônios, especialmente do estrogênio, altera o metabolismo das gorduras no corpo, aumentando o risco de doenças cardiovasculares — a principal causa de morte em mulheres após os 50 anos.

A boa notícia? Há muito que você pode fazer para manter seu coração saudável. A Diretriz Brasileira 2024 de Saúde Cardiovascular no Climatério e Menopausa traz recomendações claras que podem transformar sua rotina e proteger sua vida.


Por que o muda o colesterol na menopausa

Durante a vida reprodutiva, o estrogênio ajuda a manter níveis equilibrados de colesterol, favorecendo o aumento do HDL (“colesterol bom”) e o controle do LDL (“colesterol ruim”) e dos triglicerídeos.
Com a menopausa, essa proteção diminui: o LDL e os triglicerídeos tendem a subir, enquanto o HDL pode cair. Essa combinação aumenta o risco de aterosclerose, infarto e AVC.

Além disso, é comum que outras condições se somem ao cenário, como aumento da pressão arterial, ganho de peso abdominal e resistência à insulina — todos fatores que potencializam o risco cardiovascular.


O que diz a Diretriz Brasileira 2024

O documento oficial da Sociedade Brasileira de Cardiologia enfatiza que a prevenção cardiovascular deve ser prioridade para mulheres no climatério e na pós-menopausa. Entre as principais recomendações:

  • Avaliar regularmente o perfil lipídico e o risco cardiovascular global.
  • Adotar um padrão alimentar cardioprotetor (dieta mediterrânea ou DASH, sigla para Dietary Approaches to Stop Hypertension, um padrão alimentar criado para ajudar a controlar a pressão arterial e proteger o coração).
  • Praticar pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada ou 75 minutos de atividade vigorosa.
  • Controlar o peso e manter circunferência abdominal abaixo de 88 cm.
  • Evitar tabaco e reduzir o consumo de álcool.
  • Considerar tratamento medicamentoso (como estatinas) quando indicado, sempre com acompanhamento médico.

Principais riscos cardiovasculares nessa fase

Na menopausa, o risco cardiovascular não vem apenas do colesterol. É a soma de fatores que exige atenção:

  • Obesidade abdominal – associada à inflamação crônica e resistência à insulina.
  • Hipertensão arterial – mais prevalente após os 50 anos.
  • Histórico familiar de DCV precoceDoença CardioVascular que surge antes dos 65 anos em mulheres, aumentando a necessidade de rastreamento precoce.
  • Tabagismo – risco multiplicado para infarto e AVC.

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Como manter saudável o colesterol na menopausa

Alimentação cardioprotetora

A diretriz recomenda dieta mediterrânea ou DASH. No caso do DASH, trata-se de um padrão alimentar que enfatiza frutas, verduras, grãos integrais, laticínios com baixo teor de gordura, peixes e oleaginosas, e limita sal, açúcar e gorduras saturadas.

Dicas práticas:

  • Prefira gorduras boas (azeite, abacate, castanhas) no lugar de manteiga e frituras.
  • Reduza carnes processadas e alimentos ultraprocessados.
  • Inclua fibras solúveis (aveia, feijão, lentilha), que ajudam a reduzir o LDL.

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Atividade física, dieta saudável e sono de qualidade para controlar o colesterol na menopausa e proteger o coração.

Exercícios para a saúde do coração

O movimento é aliado do controle do colesterol e da saúde cardiovascular.
Segundo a diretriz, o ideal é combinar aeróbicos (caminhada, bicicleta, natação) e treinamento de força (musculação ou exercícios com peso corporal).

Benefícios:

  • Aumento do HDL.
  • Redução de LDL e triglicerídeos.
  • Controle de peso e melhora da composição corporal.

📌 Leia também: Exercícios na menopausa: quais fazer e por que ajudam


Hábitos de vida que fazem diferença para regular o colesterol na menopausa

  • Durma bem – sono inadequado aumenta colesterol e pressão arterial.
  • Gerencie o estresse – técnicas como meditação e respiração profunda ajudam a regular hormônios ligados ao metabolismo.
  • Controle o peso – excesso de gordura abdominal eleva o risco cardiovascular.

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Quando considerar tratamento medicamentoso

Se mudanças no estilo de vida não forem suficientes para atingir as metas de colesterol, o médico pode indicar medicamentos como as estatinas.
A decisão depende do cálculo do risco cardiovascular global e de outros fatores, como histórico familiar e presença de doenças associadas.


Terapia hormonal e colesterol

A terapia hormonal da menopausa pode melhorar o perfil lipídico, mas não é indicada para prevenir doenças cardiovasculares.
Sua prescrição deve ser focada no alívio de sintomas do climatério, avaliando riscos e benefícios de forma individualizada.


Dicas práticas para controlar o colesterol na menopausa

  • Comece o dia com frutas e aveia.
  • Troque frituras por assados ou cozidos.
  • Caminhe 30 minutos na maior parte dos dias.
  • Inclua musculação 2 a 3 vezes por semana.
  • Faça exames de colesterol pelo menos a cada 1-2 anos ou conforme orientação médica.

Conclusão

Manter o colesterol sob controle na menopausa é mais do que uma questão de números: é cuidar do coração, da energia e da qualidade de vida. Pequenas mudanças de hábito, somadas ao acompanhamento médico regular, fazem uma grande diferença no presente e no futuro.

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