Acordar encharcada, trocar de pijama, virar o travesseiro para o “lado frio”… Se você vive isso, saiba: suores noturnos na menopausa (especialmente na perimenopausa) são comuns — e não é “frescura”. Eles bagunçam o sono, aumentam cansaço e podem piorar irritabilidade e ansiedade no dia seguinte.
Aqui você vai entender por que acontece, como diferenciar suores noturnos da menopausa de outras causas e quais estratégias práticas ajudam de verdade.
Aviso importante: este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica individual.
Suores noturnos na menopausa são o mesmo que calorão?
Eles são “parentes”, mas a experiência pode ser diferente.
- Calorão (fogacho) costuma ser um pico súbito de calor, muitas vezes com rubor e suor, que pode acontecer de dia.
- Suores noturnos são episódios de sudorese durante o sono, frequentemente acompanhados de despertar, sensação de calor e, às vezes, palpitações.
Na prática: muita gente não percebe o “calorão” completo à noite — percebe o acordar suando e o sono fragmentado.
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Por que os suores noturnos na menopausa acontecem
Os suores noturnos na menopausa fazem parte dos sintomas vasomotores. Em linguagem simples: o “termostato” do cérebro (que regula temperatura) fica mais sensível durante a transição hormonal.
Na perimenopausa, os hormônios podem oscilar bastante. Esse vai-e-vem pode estreitar a “zona de conforto térmico”: pequenas variações (um edredom mais quente, um quarto abafado, um vinho, um banho quente, estresse) viram gatilho para suar.
E tem um detalhe importante: o suor noturno não é só desconforto. Ele costuma provocar microdespertares e acordar completo — e isso vira um ciclo:
- suor → acorda → ansiedade/irritação → demora a dormir → mais vulnerável no dia seguinte
Suores noturnos na menopausa: sinais típicos
Em geral, o padrão “com cara de perimenopausa” tem algumas pistas:
- piora em noites quentes ou em fases de mais estresse
- despertares com sensação de calor, lençol/pijama úmido
- melhora parcial com ajustes do ambiente (mais ventilação, menos camadas)
- pode coexistir com outros sinais da transição (ciclo mudando, sono leve, humor oscilando)
Se você está na fase 40+, isso se encaixa bastante em perimenopausa.
Quer encurtar o caminho com orientação individual?
Se os suores noturnos estão afetando seu sono e seu dia, uma consulta ajuda a diferenciar causas e montar um plano seguro.
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Quando suores noturnos podem NÃO ser menopausa
Aqui está o diferencial que dá mais segurança: nem todo suor noturno é menopausa. Na perimenopausa, é comum atribuir tudo aos hormônios — mas existem causas que merecem ser consideradas.
1) “Aqueceu demais” (ambiente e hábitos)
- quarto muito quente/abafado
- pijama/lençol sintético
- edredom pesado
- banho muito quente perto de dormir
Teste útil: por 7–14 dias, reduza temperatura do quarto, use tecido respirável e faça “camadas” leves.
2) Álcool e cafeína
Para muitas mulheres, álcool e cafeína são gatilhos claros (e cumulativos).
- álcool pode aumentar despertares e piorar vasomotores em algumas mulheres
- cafeína pode aumentar alerta, palpitações e reduzir profundidade do sono
Se isso faz parte do seu dia: vale conectar com estes guias:
3) Refluxo e refeições pesadas à noite
Refluxo (mesmo “silencioso”) pode provocar despertares e suor por ativação do sistema nervoso.
- jantar grande e tarde
- chocolate, fritura, pimenta, álcool
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4) Apneia do sono
Na perimenopausa, a apneia pode aparecer ou piorar e se manifestar com sudorese noturna, além de ronco, engasgos e sono não reparador.
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5) Medicamentos
Alguns remédios podem aumentar suor noturno (por exemplo, alguns antidepressivos) ou alterar regulação térmica. Se o suor começou depois de uma mudança de medicação, vale revisar com seu médico.
6) Tireoide, infecções e outras condições
Sem alarmismo, mas com objetividade: suores noturnos persistentes também podem aparecer em outras condições.
Procure avaliação com prioridade se, além do suor, houver:
- febre recorrente
- perda de peso sem explicação
- tosse persistente
- caroços/linfonodos aumentados
- suores “muito intensos” e novos, sem padrão de gatilhos
A boa notícia é que, na maioria das vezes, dá para investigar com calma e clareza.
Regra prática: como aliviar suores noturnos (sem complicar)
A ideia aqui é focar em gatilhos frequentes e em ações com alta chance de ajudar.
Passo 1 — Ajuste o quarto (o que mais rende)
Escolha 2–3 medidas para testar por 14 dias:
- camadas leves: lençol + manta fina (em vez de edredom pesado)
- tecidos respiráveis: algodão/linho; evite poliéster no pijama
- ventilação: ventilador em modo indireto ou janela entreaberta
- travesseiro extra ou toalha fina para trocar rapidamente sem despertar demais
- água ao lado da cama (hidratação e sensação de controle)
Passo 2 — Corte os gatilhos “clássicos” no horário crítico
Em muitas mulheres, o problema não é o gatilho em si — é o horário.
- álcool: teste 14 dias sem álcool ou, se preferir, evite totalmente 4–6 horas antes de dormir
- comidas muito apimentadas: evite no jantar
- banho quente: prefira morno e mais cedo
- exercício intenso tarde da noite: puxe para mais cedo (ou faça algo leve à noite)
Passo 3 — Ajuste o jantar para não “aquecer por dentro”
Uma régua simples:
- jantar 2–3 horas antes de deitar
- porções menores
- se o refluxo aparece: reduza chocolate, fritura, café e álcool no período da noite
Passo 4 — Faça um microplano para quando você acordar suando
Isso reduz o tempo acordada (e a ansiedade de “lá vamos nós de novo”).
- troque a camada de cima (manta/pijama) sem ligar luz forte
- respiração lenta por 60–90 segundos
- se precisar levantar, use luz mínima (amarela/fraca)
- evite olhar o relógio (isso costuma “acender o cérebro”)
Passo 5 — Use um diário de 14 dias (curto e inteligente)
Anote em 30 segundos:
- hora aproximada do episódio
- intensidade (0–10)
- o que teve antes (álcool, jantar pesado, estresse, banho quente, quarto abafado)
- impacto no sono (voltei a dormir rápido? demorei?)
Esse registro vira um mapa de gatilhos e também ajuda muito na consulta.
Leia também:
Suores noturnos na menopausa: quando vale conversar com o médico
Vale buscar orientação quando:
- acontece 3+ noites por semana por várias semanas
- o sono ficou claramente pior (despertares + cansaço diurno)
- há palpitações importantes, falta de ar, dor no peito, desmaios
- você tem ronco alto, engasgos noturnos ou sonolência diurna (suspeita de apneia)
- você já testou ajustes comportamentais por 2–4 semanas sem melhora
Se você quer uma avaliação do seu perfil e opções seguras:
Um especialista pode diferenciar perimenopausa de outras causas e sugerir estratégias (comportamentais e, quando necessário, médicas). Encontre um especialista em menopausa
Se fizer sentido, você também pode ler este guia para organizar o assunto “tratamento” sem virar lista de produtos:
Checklist rápido
Se você quer um caminho bem direto, siga esta ordem:
- Quarto mais fresco + camadas leves por 14 dias
- Sem álcool à noite (ou corte 4–6 horas antes de dormir) por 14 dias
- Jantar mais cedo e menor por 14 dias
- Diário curtinho de gatilhos e intensidade
- Se persistir: consulta para investigar apneia, refluxo, tireoide, anemia e revisar medicações
Suores noturnos são exaustivos — e você não precisa normalizar isso. Se este guia te ajudou, assine gratuitamente a newsletter do Blog da Menopausa para receber conteúdos práticos e acolhedores. E, se você quiser apoio individual:
Referências científicas
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