Glitter no Carnaval: como usar sem irritar olhos e pele

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Uma fotografia lifestyle editorial em close-up de uma mulher de meia-idade, com pele natural e linhas finas, aplicando glitter dourado em gel na pálpebra móvel com o dedo anelar da mão direita. Ela segura um pequeno pote de glitter e um pincel com a mão esquerda, olhando concentrada em um espelho em um banheiro ou penteadeira com luz natural suave e difusa. A cena tem uma paleta de cores neutra e acolhedora.

Se você ama glitter no carnaval, mas sente que a pele e os olhos ficaram mais “sensíveis” nos últimos anos, você não está imaginando. Na perimenopausa, oscilações hormonais podem deixar pele e mucosas mais reativas, e o que antes era “só brilho” vira ardor, coceira, olho seco ou espirros.

A boa notícia é que dá para usar glitter no carnaval com mais segurança: escolhendo o tipo certo, aplicando do jeito certo e removendo sem esfregar.

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Glitter no carnaval: por que irrita mais na perimenopausa?

Na perimenopausa, é comum perceber:

  • Pele mais seca e com barreira mais frágil, irritando com atrito, suor, fragrância e maquiagem pesada.
  • Olhos mais secos, com sensação de areia, ardor e maior sensibilidade a partículas.
  • Mais reatividade a gatilhos ambientais (poeira, fumaça, perfume, poluição) — e Carnaval é o “combo” disso.

O glitter em si pode irritar por ser partícula, e algumas fórmulas/colas podem irritar por contato (dermatite de contato irritativa ou alérgica).

Glitter no carnaval: como escolher

1) Vá de glitter cosmético (não artesanal)

Para reduzir risco, priorize:

  • Glitter cosmético (feito para pele), de marcas confiáveis.
  • Texturas em gel/creme (seguram a partícula e caem menos).
  • Produtos com rótulo para uso no rosto (e, se existir, indicação específica para olhos).

Evite:

  • Glitter de papelaria/artesanato.
  • Glitter muito “fino e solto” (ele viaja mais: cai no olho e você inala sem perceber).
  • Sprays com brilho e partículas no ar (pior para vias aéreas).

2) Biodegradável: ótimo passo, mas não é “passe livre”

Glitter biodegradável costuma ser feito de base vegetal/celulose, com potencial menor de virar microplástico. Ainda assim:

  • Ele continua sendo partícula: pode irritar pele e olho do mesmo jeito.
  • “Biodegradável” depende de condições (tempo, ambiente, descarte). No mar, no asfalto ou no esgoto, o comportamento pode variar.

Ou seja: se você quer reduzir impacto ambiental, vale preferir biodegradável, mas mantendo os cuidados de aplicação e remoção.

Glitter no rosto: preparo da pele em 3 passos

O objetivo é simples: menos atrito, mais barreira, mais fixação.

  1. Lave com um limpador suave
    Nada de esfoliante no dia do brilho. Menos agressão = menos ardor depois.
  2. Hidrate e espere “assentar”
    Aplique um hidratante leve (sem perfume, se você é sensível) e aguarde 5–10 minutos.
  3. Crie uma “base de segurança”
    Se sua pele é reativa, uma camada fininha de produto barreira (ex.: creme simples, sem ativos fortes) pode ajudar a reduzir irritação por contato.

Quer revisar sua rotina base (anti-ressecamento e anti-irritação) para a fase da perimenopausa? Veja: GUIA DEFINITIVO DA SKINCARE NA MENOPAUSA.

Glitter perto dos olhos: regras de ouro

Se existe um lugar onde glitter exige “modo segurança”, é aqui.

Regra 1: longe da linha d’água

Evite glitter na linha d’água, no canto interno e muito perto dos cílios. Prefira:

  • pálpebra móvel (com glitter em gel)
  • canto externo (bem contido)
  • topo da maçã do rosto (iluminado, mas sem “chuva” de partículas)

Regra 2: nada de “assoprar”, chacoalhar ou aplicar com ventilador

O que voa, entra no olho (e nas vias aéreas). Faça aplicação em ambiente sem vento.

Regra 3: pincel e mãos limpos (e sem compartilhar)

Carnaval dá vontade de dividir maquiagem, mas isso aumenta risco de irritação e contaminação. Use seu kit.

Se você usa lente de contato

A forma mais segura é evitar glitter perto dos olhos e optar por:

  • brilho no alto do rosto
  • delineado com sombra acetinada (sem partícula)
  • glitter em adesivo aplicado longe dos cílios

Se quiser muito usar, considere trocar lente por óculos no dia do bloco.

Se caiu glitter no olho: o que fazer na hora

  • Não esfregue. Esfregar arranha e piora.
  • Retire a lente, se estiver usando.
  • Lave com água corrente limpa ou soro fisiológico, com calma.
  • Sensação de corpo estranho, dor, luz incomodando ou visão turva persistirem, procure avaliação.

Se você já vive com ressecamento ocular, vale ler: Olho seco na menopausa: por que acontece e como aliviar.

Se irritação nos olhos e alergias viraram rotina, um(a) oftalmo e/ou dermato pode ajudar muito a diferenciar olho seco, alergia, blefarite e dermatite. Encontre apoio aqui: Encontre um especialista.

Glitter no carnaval no corpo: como aplicar sem coçar

No corpo, o principal inimigo é a combinação suor + atrito + partícula.

  • Prefira glitter em gel/creme (ele “gruda” e solta menos).
  • Aplique em áreas com menos atrito: clavícula, ombro, parte externa do braço.
  • Evite regiões de dobra e fricção: axila, parte interna das coxas, virilha, abaixo do sutiã.
  • Se sua pele é sensível, faça um teste de contato no antebraço no dia anterior.

Como remover glitter sem agredir a pele

Aqui está a diferença entre “acabou a folia” e “começou a irritação”.

Rosto: primeiro tire o excesso sem esfregar

  1. Com a pele seca, use um pedaço de fita adesiva de papel (bem leve) para encostar e retirar partículas do rosto.
  2. Depois, use um demaquilante oleoso ou balm de limpeza para dissolver o que ficou.
  3. Enxágue e finalize com hidratante simples.

Corpo: óleo + banho morno

  • Passe óleo/demaquilante no local, massageando de leve.
  • No banho, use sabonete suave e água morna (água muito quente piora coceira).

Olhos: delicadeza máxima

  • Use algodão ou cotonete com demaquilante suave.
  • Remova do centro para fora, sem “raspar” a pálpebra.
  • Se arder, pare e lave. Melhor ficar com um restinho do que machucar.

Sinais de alerta: quando parar e procurar atendimento

Pare de usar glitter e procure ajuda se houver:

  • Dor ocular forte, sensação de arranhão que não passa, visão embaçada, muita sensibilidade à luz.
  • Inchaço importante em pálpebras/rosto, placas vermelhas muito doloridas ou bolhas.
  • Falta de ar, chiado, garganta apertando, tosse intensa após exposição a partículas.
  • Ferida que piora, secreção, febre ou sinais de infecção.

Na dúvida, é melhor pecar pelo cuidado — especialmente se você já tem olho seco, rinite ou pele reativa.

Se você sente que “alergias” pioraram nessa fase, vale este guia: Alergias na menopausa: coceira, rinite e histamina.

Glitter no carnaval e meio ambiente: como brilhar com menos impacto

Se você quer reduzir impacto ambiental sem abrir mão do brilho:

  • Prefira biodegradável (base vegetal/celulose) quando possível.
  • Use menos e mais concentrado (gel/creme rende e “voa” menos).
  • Evite aplicar (e remover) glitter em praia, rio, cachoeira e piscina.
  • Remova primeiro com fita/óleo e descarte no lixo. Evite “lavar e deixar ir pelo ralo” logo de cara.
  • Se for comprar, procure marcas que explicam claramente composição e descarte.

Ideia prática: um “ponto de brilho” bem aplicado costuma ficar mais bonito (e mais seguro) do que uma camada inteira de partícula solta.

Checklist rápido do glitter no carnaval

  • Escolhi glitter cosmético (de preferência gel/creme)?
  • Vou evitar linha d’água e canto interno?
  • Estou sem lente de contato (ou vou usar brilho longe dos olhos)?
  • Minha pele está hidratada e sem esfoliação no mesmo dia?
  • Tenho um plano de remoção gentil (fita + óleo + hidratante)?
  • Sei reconhecer os sinais de alerta?

Leia também

Se você quer curtir com brilho, mas sem pagar o preço da irritação depois, assine gratuitamente a newsletter do Blog da Menopausa e receba guias práticos de verão e Carnaval.

E, se seus sintomas (pele, olhos, rinite, fogachos) estão te limitando, você não precisa “se virar sozinha”: Encontre um especialista e monte um plano que faça sentido para o seu corpo.

Referências e leitura confiável

  1. Dan Gudgel. How To Use Cosmetics Safely Around Your Eyes. American Academy of Ophthalmology (AAO), 2024.
  2. Couteau, C., Girard, E., & Coiffard, L. (2022). Analysis of 275 DIY recipes for eye cosmetics and their possible safety issues. International Journal of Cosmetic Science44(4), 403-413.
  3. Mihova, T., Georgieva, E., & Trifonova-Laskova, S. (2025). STUDY OF EYE HEALTH RISKS ASSOCIATED WITH DECORATIVE COSMETICS AND AESTHETIC PROCEDURES. Trakia Journal of Sciences23(1), 4-4.
  4. Amuah, E., Antwi, K., & Ankamah, N. (2023). Elemental burdens of cosmetics and associated health and environmental impacts: A global view. World J. Adv. Res. Reviews20, 76-96.
  5. Farrant, S. (2022). CPD: The impact of cosmetics on the ocular surface. Optician266(6872), 25-31.
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